Lula rebate EUA após queda de 61,4% no desmatamento da Amazônia em maio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta quinta-feira críticas dos Estados Unidos ao Brasil após dados mostrarem que o desmatamento da Amazônia caiu 61,4% em maio na comparação anual, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A área desmatada no período somou 370 quilômetros quadrados, na maior queda mensal já registrada pelo sistema Deter, que fornece alertas em tempo real sobre a devastação da floresta.
Presente ao anúncio dos dados, Lula rebateu alegação dos Estados Unidos, que usaram o desmatamento como um dos motivos para a imposição de tarifas comerciais sobre o Brasil.
“Vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior e vamos comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos”, disse Lula em discurso durante cerimônia para anúncio dos números.
“Quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, com alguém que não se comporta de forma civilizada para negociar, a gente vai ter que fazer comparação”, acrescentou.
Para o período entre agosto do ano anterior e maio deste ano, o desmatamento da Amazônia apontado pelo Deter ficou em 2.189 quilômetros quadrados, uma queda de 37,5% na comparação com o período anterior.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os números apresentados nesta quinta “põem por terra” o uso pelos EUA da questão do desmatamento para impor tarifas comerciais ao Brasil.
“É algo realmente histórico em um mês em que sempre, historicamente, o desmatamento aumentava”, disse Capobianco. “Põe por terra a acusação injusta, improcedente, dos Estados Unidos que incluiu o desmatamento da Amazônia como uma causa para justificar medidas para imposição de tarifas. Os números são claros, transparentes, auditáveis.”
O Inpe informou, também, uma queda de 12,2% no desmatamento do Cerrado em maio deste ano na comparação com maio do ano passado, para 777 quilômetros quadrados. O Cerrado engloba Estados altamente importantes na produção agrícola do país, como Mato Grosso e Goiás.
Conteúdo distribuído por Reuters
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