Zema destacou as ações do BDMG para ajudar o setor privado | Crédito: Gil Leonardi / Imprensa MG

O governador do Estado, Romeu Zema (Novo), participou de uma live na Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) essa semana para falar do combate ao Covid-19, investimento e desempenho do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e a reforma da previdência do Estado.

A mediação foi feita pelo presidente da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, e o evento contou com a participação dos vices-presidentes da ACMinas, Cledorvino Belini, José Anchieta, Ruy Araújo, Epiphânio Camillo e Sérgio Bruno Zech.

No combate à pandemia causada pelo novo coronavírus, o governador destacou a rapidez na tomada de decisão para a implementação das primeiras medidas, ainda em março, e a compreensão e resiliência do povo mineiro diante de uma situação inédita e de efeitos pouquíssimo conhecidos ainda hoje.

“Apesar de não termos mais uma situação tão segura, Minas ainda está em segundo lugar com menos mortes por Covid-19. A pandemia é como um incêndio florestal que deve ser controlado no início. Logo em 16 de março suspendemos as aulas e o trabalho não essencial. Outro fato foi a adesão do mineiro, que fez um isolamento de melhor qualidade que o observado em outros estados. O terceiro ponto foi a nossa demografia, com 80% da nossa população no interior. De la pra cá, fomos eficientes ao estruturar o setor de saúde. Hoje ele está mais fortalecido do que há 90 dias. Conseguimos em tempo recorde e baixo custo estruturar o hospital de campanha com 768 leitos, abrimos em todo o Estado 900 UTIs e compramos mais de mil respiradores e estamos reparando outros 400. Compramos de forma centralizada EPIs para as prefeituras de pequeno porte acessarem a preço de custo. Tudo isso faz com que o nosso sistema de saúde esteja mais preparado”, disse Zema.

O governador fez questão de lembrar que o momento mais crítico da crise ainda não passou. Segundo as estimativas mais recentes das autoridades sanitárias, o pico da pandemia no Estado deve acontecer por volta do dia 15 de julho. A ordem é manter todos os protocolos de segurança e higiene em alerta máximo, evitando, assim, que o sistema de saúde seja sobrecarregado.

“Os próximos dias serão decisivos. A nossa curva está se comportando bem próximo do que dizem os estatísticos. Vale lembrar que ninguém está indo a óbito por falta de atendimento em Minas. Nosso sistema de saúde está preparado para suportar esse estresse e estamos ainda ampliando. Tenho que agradecer ao setor privado que tem contribuído muito nessa jornada”, pontuou.

Além da atuação no campo da saúde, o governador também foi perguntado sobre o socorro ao setor produtivo e a preparação para a retomada da economia. O esforço do BDMG, que teve o caixa reforçado em R$ 100 milhões, para abrir linhas de crédito destinadas aos micro e pequenos negócios, mereceu destaque.

“Nos últimos meses o BDMG bateu recordes em fazer empréstimos para micro e pequenas empresas porque elas têm muita dificuldade de obter crédito. Espero que o governo federal venha solucionar isso em breve porque o setor produtivo tende a ficar asfixiado. O BDMG recebeu um aumento de capital de R$ 100 milhões, o que vai permitir a ele criar linhas de crédito num valor oito ou nove vezes maior do que havia até aqui. Além disso, o Estado tem feito na área administrativa tudo que é possível. Uma das medidas, 20 dias atrás, foi não exigir mais de forma antecipada o recolhimento e apresentação da guia de impostos dos produtores rurais. Caminhamos muito no sentido da autodeclaração. O Estado confia no cidadão a vai punir quem abusar. A mesma coisa temos feito na Secretaria de Meio Ambiente em relação a contratação de estudos ambientais, por exemplo”, afirmou o governador.

Privatização – A política de privatizações e a reforma da previdência do Estado também fizeram parte da pauta da ACMinas. Apesar da paralisação dos mercados, o plano de privatização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) segue o cronograma e a reforma da previdência, entregue na semana passada, segue os trâmites na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

“A escolha da Codemig se deu por ser ela a mais valiosa das estatais e por, talvez, ser a que vai causar menos desgaste político. Apesar dos mercados estarem parados, por conta do Covid-19, seguimos conversando especialmente com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que tem interesse na operação como está estruturada ou em ficar com parte dela. De outro lado, a projeto da reforma já está com o Legislativo. Minas é um dos cinco estados que ainda não fizeram a reforma da previdência. Estamos atrasados. Peço a todos esse apoio. Os grandes beneficiados serão os próximos governos. Se não fizermos a situação só vai se agravar, inclusive para o funcionalismo que está recebendo de forma parcelada há anos. Como cidadãos precisamos nos mover”, solicitou Romeu Zema.