Seis empresas de Minas entram na carteira ESG da B3 em 2026; veja lista
Seis empresas com sede em Minas Gerais estão entre as 69 companhias do Brasil na nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da bolsa B3 (ISE B3) para 2026. O indicador apresenta as marcas que se empenham na adoção de práticas ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança) no País. As informações estão presentes na plataforma ESG Workspace da B3 e foram divulgadas na segunda-feira (4).

A colocação das empresas mineiras ficou da seguinte forma: Cemig (14ª); Azzas 2154 (30ª); Copasa (45ª); Usiminas (46ª); Cogna ON (49ª); e MRV (50ª).
De acordo com a B3, 89 empresas participaram do processo de seleção desta edição, com 69 aprovadas e 20 rejeitadas. Cerca de 90% das companhias presentes na nova carteira melhoraram seu score ISE em relação ao ano anterior, “o que evidencia avanços na adoção de boas práticas e reforça o papel do índice no aprimoramento do desempenho das empresas”.
Como reflexo dessa evolução, a nota de corte deste ano atingiu 65,66 pontos, superando em 5,26 pontos a média dos últimos três ciclos, ainda conforme a bolsa.
Índice de Sustentabilidade Empresarial da bolsa B3 (ISE B3)
Criado em 2005, o ISE B3 foi um índice ESG pioneiro no mercado brasileiro. Ele avalia o desempenho das companhias a partir de critérios ambientais, sociais e de governança, com base em um questionário estruturado. Como resultado, sua carteira reúne ações de empresas listadas na B3 que se destacam nessas dimensões, considerando também critérios de elegibilidade, como a liquidez dos papéis.
“O ISE B3 é mais do que um índice, é um instrumento de mobilização do mercado. Ao estabelecer referências de boas práticas, ele incentiva as empresas a aprimorarem continuamente sua jornada ESG, contribuindo para o fortalecimento da transparência, da gestão e da geração de valor sustentável no mercado de capitais brasileiro. Para os investidores, o ISE B3 também atua como uma referência confiável, apoiando decisões de investimento cada vez mais alinhadas a critérios ESG”, afirma a diretora de Comunicação e Sustentabilidade da B3, Janaína Vilella.

A B3 também informa que a nova carteira do ISE B3 marca o último ciclo com base na metodologia atualmente vigente. Isso porque os critérios estão sendo atualizados para responder às “transformações contemporâneas e às demandas futuras de reporte de informação”.
“A B3 está trabalhando colaborativamente com o mercado para refletir na nova metodologia a evolução das práticas, o amadurecimento da agenda ESG e o alinhamento às demandas de investidores, empresas e demais partes interessadas”, encerra, em nota.
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