Belo Horizonte terá, segundo o ministro, um espaço maior que o Expominas; governo já está procurando um terreno - Crédito: CHARLES SILVA DUARTE

Foi anunciada na sexta-feira (6), em Belo Horizonte, pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, uma parceria entre o MTur e o governo do Estado para a construção de um centro de convenções na Capital. Os recursos de R$ 200 milhões já estariam garantidos, segundo ele.

“Vai ser um espaço maior que o Expominas (na região Oeste). O governo do Estado está procurando um terreno. Para alavancarmos de vez o turismo de negócios em Belo Horizonte precisamos de um espaço para eventos de grande porte. Hoje, o Expominas não comporta mais a demanda. A agenda já está fechada pelos próximos dois anos”, explicou Marcelo Álvaro Antônio, em evento realizado na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) na sexta-feira (6), para comemorar o aniversário de 122 anos da Capital e o título “Cidade Criativa da Gastronomia”, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e fazer uma espécie de balanço do ano.

O ministro, que é belo-horizontino, também foi homenageado pela sua participação pessoal na campanha vitoriosa de Belo Horizonte junto à Unesco para o título de Cidade Criativa da Gastronomia. Dentro de uma agenda maior, ele esteve em Paris para acompanhar a decisão, em outubro.

“Foi a primeira vez que um ministro brasileiro esteve na Unesco. Esse reconhecimento é um ativo turístico e econômico importantíssimo. Podemos utilizar isso muito bem, até porque o nosso objetivo principal é, lá na ponta, gerar emprego e renda”, destacou o ministro do Turismo.

Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel), a gastronomia gera uma movimentação financeira de R$ 4,5 bilhões em Belo Horizonte. Atualmente, a Capital possui 45,6 mil empresas do segmento de alimentação e, de acordo com a análise do Observatório de Turismo de Belo Horizonte, este setor responde por quase 40% dos postos de trabalho da economia criativa total, com cerca de 54 mil postos.

“O reconhecimento da Unesco aconteceu porque soubemos trabalhar em conjunto. A candidatura foi construída a partir de encontros públicos em que centenas de pessoas se envolveram. O nosso desafio, agora, é manter a cadeia produtiva unida. Esse é um título da cidade. Espero que todos se apropriem dele”, convocou o presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Gilberto Castro.

Além do novo centro de convenções, também foi anunciado um aumento de 15 vezes no valor destinado à promoção do destino Brasil no exterior, saltando de R$ 8 milhões investidos pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), este ano, agora convertido em Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, para R$ 120 milhões.

 

Aniversário – Belo Horizonte está em compasso de espera para comemorar o seu 122º aniversário, no próximo dia 12 de dezembro. Em evento realizado na sede da CDL-BH, o presidente da entidade, Marcelo Souza e Silva, disse que esse é o melhor fim de ano em muito tempo. Na quarta-feira, será inaugurada a tradicional iluminação especial da Praça da Liberdade, com uma vesperata. O projeto, patrocinado pela CDL-BH ficou em R$ 500 mil.

“O cenário de juros baixos, inflação controlada, reformas acontecendo e empregabilidade crescendo aponta um 2020 melhor para todos. O aumento de confiança do empresário e do consumidor aponta para excelentes vendas nesse fim de ano. Isso pode ser visto na movimentação das lojas e na própria Black Friday que acabou de acontecer”, afirmou Silva.

A chancela de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, em outubro, também foi celebrada como uma oportunidade de promoção da cidade e de Minas Gerais no exterior e o fomento do turismo em toda a região.

“Esse importante título trará grande movimentação para os setores de comércio e serviço na Capital e em todo Minas Gerais. Juntos, esses setores são responsáveis por quase 70% das empresas e dos empregos gerados no Estado e por mais de 65% do PIB de Minas Gerais. Ficamos orgulhosos de participar dessa conquista. Para nós, mineiros, e especialmente os belo-horizontinos, a gastronomia se confunde com a nossa vida, faz parte da nossa origem. E também é negócio, são mais de 20 mil pessoas empregadas na área formalmente na nossa Capital”, pontuou o presidente da CDL-BH.

No mesmo evento, a subsecretária de Estado de Turismo, Marina Pacheco Simião, anunciou a criação da Rede de Cidades Criativas de Minas Gerais. A parceria com o com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) será assinada no próximo dia 11.

O objetivo da rede é fomentar a integração entre cultura e turismo no Estado, articulando a participação e cooperação entre as cidades que reconhecem a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável. A rede mineira é inspirada pelo trabalho da Rede de Cidades Criativas da Unesco, que criou em 2004 o título de “Cidade Criativa” concedido a cidades que se destacam em sete áreas: Artesanato e Artes Populares, Artes Midiáticas, Filme, Design, Gastronomia, Literatura e Música. A ideia é fortalecer os municípios do Estado para que mais cidades possam compor esse grupo, incluindo mais 20 cidades até 2022.

“A gente precisa avançar. Estamos lançando a Rede de Cidades Criativas de Minas e a ideia é reforçar, cada vez mais, a economia criativa do Estado e a capacidade desses municípios para que se destaquem pela sua própria identidade, pelas suas atividades”, afirmou Marina Pacheco Simião.

Além disso, no dia 4, durante a Semana Nacional do Turismo, foi lançado o projeto “Destino Mantiqueira”, com o emblema “o ano todo, a serra inteira”.