Viagem ao exterior nas férias de julho pede atenção redobrada aos gastos; veja como economizar
Tradicionalmente marcado pelas viagens em família por causa do recesso escolar, o mês de julho costuma impulsionar o turismo. Destinos como Orlando, nos Estados Unidos, onde fica a Disney, seguem entre os preferidos dos brasileiros. Com o dólar ainda em alta, porém, especialistas alertam para a necessidade de avaliar cada gasto com atenção redobrada para evitar problemas no orçamento.
“A viagem começa muito antes do embarque. Quando a família decide parcelar sem entender o custo total, pode transformar duas semanas de férias em uma dívida que acompanha o orçamento por mais de um ano”, afirma o especialista em educação financeira e sócio-fundador da Plano Fintech, Ricardo Hiraki Maila.
O especialista afirma que ainda é possível reduzir os impactos financeiros da viagem, desde que o planejamento inclua limites claros de gastos, especialmente para evitar compras por impulso, um dos fatores que mais pressionam o orçamento em viagens internacionais.
Diante do cenário econômico atual, Hiraki elenca algumas recomendações para quem deseja aproveitar a viagem sem comprometer o orçamento.
Planeje além do pacote de viagem
Passagens, hospedagem e ingressos são a base da viagem, mas a tranquilidade depende de antecipar também os custos do dia a dia, como alimentação, transporte local, compras e taxas cambiais.
“O planejamento ideal é aquele que contempla toda a experiência antes mesmo do embarque. Ao incluir esses gastos no orçamento, o viajante aumenta as chances de voltar para casa com as contas tão equilibradas quanto a viagem foi agradável”, ressalta.
Avalie o custo total da viagem
Decisões baseadas apenas no valor da parcela devem ser evitadas. A sensação de que a viagem “cabe no bolso” pode esconder um comprometimento financeiro muito maior do que o previsto.
“A parcela cabe no mês, mas isso não significa que a decisão seja saudável. Quando a família soma o financiamento da viagem, o cartão internacional e as compras parceladas após o retorno, cria uma sobreposição de compromissos que sufoca o orçamento”, explica.
Viagem internacional exige planejamento financeiro
É importante definir um orçamento, manter uma reserva para imprevistos e estabelecer limites claros de consumo. Acompanhar a cotação da moeda com antecedência, organizar parte das despesas antes do embarque e evitar depender exclusivamente do cartão de crédito ajudam a reduzir riscos.
“O ponto central é a honestidade financeira. Se a viagem exige sacrificar contas essenciais ou comprometer os próximos meses, talvez o problema não seja o destino, mas o momento da decisão”, conclui.
Colaborador
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