Crédito Marden Couto/Turismo de Minas

A 45ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Turismo de Minas Gerais (CET) aconteceu no início da semana, por videoconferência e, na oportunidade, os conselheiros foram apresentados ao secretário de Estado de Cultura e Turismo e agora presidente do Conselho, Leônidas Oliveira.

“É com muita disposição que assumo, com vocês, os trabalhos do CET, mesmo sabendo que o momento talvez seja o mais difícil do século. Estamos unindo forças de vários parceiros como, por exemplo, Sesc, Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Arena e Frente da Gastronomia Mineira para somar ao trabalho da Secult e agilizar o lançamento de um projeto emergencial de assistência e políticas públicas para apoio aos setores em situação de maior vulnerabilidade da Cultura e do Turismo”, disse Oliveira.

Segundo ele, a intenção é expandir o auxílio também para o interior de Minas, fortalecendo as duas áreas, oferecendo, ainda, informações referentes a editais e serviços do BNDES, do BDMG, que são ofertados a empreendedores destas cadeias.

O secretário também mencionou um diálogo que está em andamento com o BDNES, para aumentar o crédito do Fungetur, e com o governo do Estado, para incluir os setores da Cultura e do Turismo em protocolos do programa Minas Consciente de forma segura.

O encontro on-line atingiu o pico de participação de 65 pessoas. A subsecretária de Turismo da Secult e conselheira do CET, Marina Simião, apresentou as principais ações da pasta relativas ao turismo, até o momento, para enfrentamento da crise econômica e social causada pela pandemia do coronavírus.

“A Secult, que é integrante do Comitê de Enfrentamento ao Covid-19 do Governo de Minas Gerais, lançou, no dia 19 de maio, uma série de lives em parceria com entidades como Sebrae Minas, Belotur e Abih para tratar temáticas específicas do turismo, cultura e entretenimento; publicou uma série documentos orientadores para o setor que serão atualizados quinzenalmente; criou grupos de trabalho junto às entidades do setor de turismo para captar medidas, demandas e estratégias de enfrentamento da crise para nivelar junto aos governos estadual e federal; aderiu ao movimento nacional ‘Não Cancele, Remarque’; e, entre outras iniciativas, está em constante articulação com setores produtivos para incremento de vendas antecipadas e elaboração de produtos turísticos”, enumerou Marina Simião.

Desafios e propostas – Para o vice-presidente do CET e também presidente do Convention & Visitors Bureau Belo Horizonte (C&VBH), Jair Aguiar, o setor tem um grande desafio pela frente e é necessária uma mobilização em prol do turismo dentro do estado.

“Todos sabem que o primeiro retorno será das atividades turísticas locais e, por isso, precisamos trabalhar para levar Minas Gerais, primeiramente, para dentro do próprio estado. Mais adiante, até vejo uma vantagem de Minas como destino turístico nacional pelo fato de estar relativamente mais seguro do que São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, em relação ao Covid-19. Mas primeiro precisamos fortalecer o turismo interno e vamos atuar fortemente em busca disso”, argumentou Aguiar.

Durante a reunião, além das principais demandas do setor, foram apresentadas, também, as propostas para o Plano Mineiro de Turismo, documento necessário para a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro em 2023 que vai projetar novos cenários pós-pandemia.

Marcus Januário, integrante da diretoria da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), falou sobre a retomada do turismo nas cidades históricas do Estado. “É um momento muito significativo para fortalecer a união entre turismo e cultura, principalmente na volta das atividades turísticas das cidades históricas de Minas Gerais, que têm um patrimônio histórico, cultural e gastronômico riquíssimo. Costumo dizer que ‘a cultura faz o show e o turismo traz a plateia’, e vamos nos apropriar muito disso na retomada do turismo em Minas Gerais”, disse. (Da Redação)