De 45 minutos a 4 horas: veja os voos mais curtos e longos de Minas

Levantamento mostra que Minas tem duas das dez rotas domésticas mais curtas do Brasil e uma entre as mais longas
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De 45 minutos a 4 horas: veja os voos mais curtos e longos de Minas
Foto: Divulgação BH Airport

Minas Gerais possui duas das dez rotas domésticas mais curtas do Brasil e uma entre as mais longas do País. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a duração programada dos voos diretos envolvendo aeroportos mineiros variou de 45 minutos a 4h05 em setembro deste ano.

A maioria dos trajetos mais curtos do Estado compreende voos regionais que conectam o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a terminais do interior. As rotas que ligam o Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, a Confins, em ambas as direções, estão no topo da lista, com 45 minutos de duração programada.

O trajeto do Aeroporto de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas, para o BH Airport também tem duração programada de 45 minutos. No sentido contrário, o tempo previsto é de 49 minutos. Em seguida aparecem as rotas entre Confins e o Aeroporto de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, com 55 minutos.

As únicas rotas entre as dez mais curtas de Minas Gerais que não envolvem o aeroporto de Confins são aquelas que ligam o Aeroporto de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ao Aeroporto Internacional de Brasília, no Distrito Federal. Os voos partindo da cidade mineira têm duração programada de 57 minutos, enquanto, no sentido contrário, o tempo previsto é de 60 minutos.

As dez rotas domésticas mais curtas envolvendo Minas Gerais:

  • Santana do Paraíso/Ipatinga – Confins: 45 minutos;
  • Confins – Santana do Paraíso/Ipatinga: 45 minutos;
  • Divinópolis – Confins: 45 minutos;
  • Confins – Divinópolis: 49 minutos;
  • Confins – Governador Valadares: 55 minutos;
  • Governador Valadares – Confins: 55 minutos;
  • Uberlândia – Brasília (DF): 57 minutos;
  • Diamantina – Confins: 57 minutos;
  • Confins – Diamantina: 57 minutos;
  • Brasília (DF) – Uberlândia: 60 minutos.

Rotas domésticas mais longas

Entre os voos domésticos mais longos envolvendo aeroportos mineiros, predominam as rotas que ligam o BH Airport à região Norte do País. O trajeto de Confins para o Aeroporto Internacional de Rio Branco, no Acre, apresentou a maior duração programada, de 4h05. Em seguida aparece o voo para Porto Velho (RO), com 3h55.

Os voos entre Confins e Macapá (AP) têm duração programada de 3h50 no sentido Macapá–Confins e de 3h45 no sentido contrário. Já o trajeto de Rio Branco para Confins dura 3h43, enquanto o voo de Confins para Manaus (AM) tem duração prevista de 3h40.

As dez rotas domésticas mais longas envolvendo Minas Gerais:

  • Confins – Rio Branco (AC): 4h05;
  • Confins – Porto Velho (RO): 3h55;
  • Macapá (AP) – Confins: 3h50;
  • Confins – Macapá (AP): 3h45;
  • Rio Branco (AC) – Confins: 3h43;
  • Confins – Manaus (AM): 3h40;
  • Manaus – Confins: 3h35;
  • Confins – Santarém (PA): 3h30;
  • Santarém (PA) – Confins: 3h30;
  • Porto Velho (RO) – Confins: 3h25.

Análise das rotas internacionais no Estado

Avião da TAP Air Portugal.
Foto: Divulgação BH Airport

Os dados da Anac apontam nove destinos internacionais distintos com voos partindo de Minas Gerais, todos operados pelo terminal de Confins. A rota entre o BH Airport e Lisboa, em Portugal, é a mais longa, com duração programada de 9h30. Na sequência aparece a ligação com Orlando, nos Estados Unidos, com 8h50.

As rotas internacionais mais longas de Minas Gerais:

  • Confins – Lisboa (Portugal): 9h30;
  • Confins – Orlando (Estados Unidos): 8h50;
  • Confins – Cidade do Panamá (Panamá): 6h50;
  • Confins – Willemstad (Curaçao): 6h05;
  • Confins – Bogotá (Colômbia): 5h30.

Por outro lado, as ligações com Uruguai e Argentina figuram entre as rotas internacionais mais curtas partindo de Minas Gerais. O menor tempo programado é o do voo entre Confins e o Aeroporto Internacional de Carrasco, que atende Montevidéu, no Uruguai, com 3h10 de duração.

As rotas internacionais mais curtas de Minas Gerais:

  • Confins – Montevidéu (Uruguai): 3h10;
  • Confins – Buenos Aires / Aeroparque (Argentina): 3h20;
  • Confins – Buenos Aires / Ezeiza (Argentina): 3h20;
  • Confins – Punta del Este (Uruguai): 3h25.

Análise das rotas nacionais

O levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado a partir de dados da Anac, mostra que a duração programada de um voo direto no Brasil varia de 30 minutos a 4h30. O estudo reúne os extremos de duração entre as rotas domésticas diretas programadas no País.

O trajeto mais curto liga Morro de São Paulo, em Cairu (BA), a Salvador (BA), com duração programada de 30 minutos. O MPor identificou ainda três rotas empatadas como as mais longas, com 4h30 cada: Recife (PE)–Porto Alegre (RS), Boa Vista (RR)–Campinas/Viracopos (SP) e Boa Vista (RR)–Guarulhos (SP). Na comparação entre os extremos, os voos mais longos duram nove vezes o tempo previsto para o mais curto.

Recife aparece nos dois extremos do levantamento. A região Norte, por sua vez, concentra oito das dez rotas de maior duração programada. Manaus aparece em quatro delas, com ligações para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão (RJ) e Campinas/Viracopos.

O estudo considera voos regulares de passageiros classificados na base da Anac como etapa 1, ou seja, trechos diretos entre os aeroportos de origem e destino. Na pesquisa nacional, cada ligação foi considerada uma única vez, independentemente do sentido do voo. Os tempos correspondem à duração programada, calculada a partir dos horários previstos de partida e chegada.

Aviação em crescimento

O levantamento ocorre em um cenário de crescimento da aviação brasileira. De janeiro a agosto deste ano, o mercado doméstico transportou 68 milhões de passageiros, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em agosto, 8,9 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos.

As diferenças de duração ajudam a evidenciar as características da conectividade aérea brasileira. Enquanto as rotas mais curtas conectam cidades próximas, os trajetos mais longos ligam localidades separadas por grandes distâncias.

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessão já existentes. Na primeira rodada, 13 terminais das regiões Norte e Nordeste foram incorporados ao programa.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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