‘As Bodas de Fígaro’ abre temporada de óperas 2026 no Palácio das Artes
O Palácio das Artes abre a temporada de óperas 2026 com uma nova montagem de “As Bodas de Fígaro”, obra-prima de Wolfgang Amadeus Mozart, reunindo a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), o Coral Lírico de Minas Gerais e 13 solistas, sob direção musical e regência de André Brant. É a segunda vez – a primeira foi em 1978 – que esta ópera é produzida pela Fundação Clóvis Salgado.
O espetáculo será apresentado neste domingo (17) e nos dias 19, 21 e 23 de maio, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. Os horários são os seguintes: às 18h nos dias 17 e 23, e às 20h nos dias 19 e 21.
A produção marca também as comemorações pelos 270 anos de Mozart, os 240 anos da ópera, os 55 anos do Palácio das Artes e os 50 anos da OSMG. A montagem traz ao palco a clássica comédia bufa italiana, combinando humor, crítica social e a música atemporal de Mozart, em uma das óperas mais encenadas do mundo.
“Há algum tempo não apresentamos uma ópera bufa e acredito que estamos precisando de leveza e boas gargalhadas. ‘As Bodas de Fígaro’ é repleta de personagens carismáticos e situações atemporais, criando uma imediata identificação com o público. Amor, ciúme e justiça, enganos e cartas falsas, combinando humor refinado, crítica social inteligente e uma impressionante profundidade. Além de uma música suave e genial. Esta ópera é considerada uma obra perfeita, um marco cultural que permanece vibrante, atual e profundamente conectada com o público”, convida a diretora-geral da ópera, Cláudia Malta.
“As Bodas de Fígaro” é uma das mais importantes óperas para o repertório de um teatro lírico. Desde sua estreia no ano de 1786, permanece como um dos pilares do repertório operístico mundial, sendo um dos títulos mais encenados no mundo. Para a diretora-geral, a ópera é um turbilhão de confusões e emoções, conduzido por uma música sem trégua de um dos maiores compositores do mundo.
A eternidade da música tem seu auge no melancólico lamento, “Dove sono” [Onde estão eles], que resume o caminho das pedras para o equilíbrio e a harmonia da partitura. Para os especialistas, Mozart inventa a ópera moderna, quando as vozes do coro, como os diálogos, conduzem a ação.
História
A história se passa em Sevilha, na Espanha, no século XVIII. O castelo do Conde Almaviva prepara-se para as bodas de Fígaro e Susanna. Mas, sobre a festa e as reverências, paira a tensão. O conde, cansado da condessa, investe sobre a noiva, tentando reeditar o impossível, um direito medieval que permitia ao senhor feudal ter relações sexuais com as noivas dos seus servos na noite de núpcias.
“As Bodas de Fígaro” é um espelho da sociedade, segundo a diretora. Se a ópera é bufa, cômica, satírica, é também profundamente política. A própria peça de Beaumarchais foi censurada, na França, tentando evitar a inevitável Revolução Francesa. Mozart e Da Ponte souberam disfarçar o sopro de rebelião.
evando ao extremo a Saturnália da Antiga Roma – onde escravizados eram servidos pelos senhores –, na ópera de Mozart, a inteligência não é mais questão de classes, mas de espírito, e quem dá as cartas são os empregados, deixando os poderosos de joelhos e implorando por perdão.
Ingressos
Os ingressos custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do Palácio das Artes e também pela plataforma Sympla. (Com informações da FCS)
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