Economia

Desocupação em Minas fecha trimestre em 5% e mercado mantém trajetória de estabilidade

Apesar da alta trimestral, indicador segue em trajetória de queda desde a pandemia; Rendimento médio cresce 7,5% no Estado
Desocupação em Minas fecha trimestre em 5% e mercado mantém trajetória de estabilidade
Contingente de pessoas ocupadas no Estado atingiu 11,3 milhões, segundo o IBGE | Foto: Victor Fagundes / Sede

A taxa de desocupação em Minas Gerais fechou o primeiro trimestre de 2026 em 5%. O índice representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta pontual frente ao último trimestre de 2025 (3,8%) é atribuída à sazonalidade típica do primeiro trimestre, mantendo as projeções de estabilidade para o ambiente de negócios no Estado.

No primeiro trimestre de 2026, a força de trabalho mineira registrou presença de aproximadamente 11,3 milhões de pessoas, mantendo estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior (11,2 milhões) quanto no comparativo com o primeiro trimestre de 2024 (11,3 milhões). Do total de pessoas na força de trabalho, 10,7 milhões estavam ocupadas e 564 mil desocupadas.

Já o nível de ocupação, que considera o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 60,5% em Minas Gerais. O índice demonstra estabildade, tanto em comparação com o quarto trimestre de 2025 (61,1%), quanto ao primeiro trimestre do ano anterior (60,7%).

O analista do IBGE em Minas Gerais, Leonardo Carrilho, reforça que a alta na desocupação é um movimento natural do período. “O mercado fica mais aquecido no fim do ano devido ao consumo e viagens. Com a virada no calendário, esse ritmo diminui”, explica.

Carrilho destaca que, desde o fim da pandemia, Minas Gerais segue uma trajetória de queda consistente. A taxa, que já beirou os 14%, agora apresenta estabilidade.

No País, a taxa de desocupação chegou a 6,1%, um aumento em relação ao trimestre anterior, quando foi estimada em 5,1%, e queda frente ao primeiro trimestre de 2025, quando atingiu 7%. O resultado mostra que os números no Estado seguem em melhor cenário se comparado à média nacional.

Entretanto, o levantamento mostra que o rendimento médio do mineiro (R$ 3.448) ainda é menor que o do Brasil (R$ 3.722). Para Carrilho, embora apresente resultados inferiores em alguns tópicos, o Estado segue com desempenho ligeiramente superior ao País.

“A taxa de informalidade no Estado, por exemplo, é mais baixa que o cenário nacional, o que gera um equilíbrio no mercado de trabalho”, argumenta.

Renda avança em Minas e BH supera média estadual

No período, o rendimento médio real habitual em Minas Gerais alcançou R$ 3.448 no primeiro trimestre de 2026. O valor apresenta estabilidade em relação ao fechamento de 2025 (R$ 3.406), mas consolida um crescimento expressivo de 7,5% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de R$ 3.207.

Já em Belo Horizonte, o rendimento médio mensal saltou para R$ 5.305 no primeiro trimestre deste ano. Seguindo a tendência estadual, o montante permaneceu estável frente ao quarto trimestre de 2025 (R$ 5.264), porém registrou uma valorização acentuada de 13,9% na comparação anual, superando os R$ 4.656 registrados no início de 2025.

No que diz respeito à composição do mercado de trabalho mineiro, o setor de Comércio, por exemplo, se manteve como a principal fonte de ocupação no primeiro trimestre de 2026, concentrando 18,5% dos trabalhadores do estado. Logo em seguida, os segmentos de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais aparece como o segundo maior empregador, respondendo por 17,5% do total de pessoas ocupadas em Minas Gerais.

Para os próximos meses, o analista projeta a consolidação de um cenário de estabilidade no mercado de trabalho, sustentado pelo desempenho consistente de diferentes segmentos da economia. “Acreditamos em estabilidade, e essa é a tendência. Temos observado um cenário bastante estável em setores como comércio, manutenção automotiva e administração pública”, finaliza.

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