Economia

Atlas Critical Minerals planeja ampliar extração de minério de ferro em Minas Gerais

A companhia também pretende estudar, posteriormente, a instalação de uma planta de processamento no Estado
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Atlas Critical Minerals planeja ampliar extração de minério de ferro em Minas Gerais
A Atlas Critical Minerals estuda a possibilidade de instalar uma planta de processamento de minério de ferro no Projeto Rio Piracicaba | Foto: Reprodução Atlas Lithium

A norte-americana Atlas Critical Minerals planeja solicitar, em breve, licença ambiental para ampliar a extração de minério de ferro em Rio Piracicaba, na região Central de Minas Gerais, de 300 mil toneladas para 1,5 milhão de toneladas por ano. Em entrevista ao Diário do Comércio, o CEO Marc Fogassa afirmou que a empresa está na fase de pré-licenciamento ambiental da expansão, sem detalhar quando o pedido será protocolado.

“Estamos produzindo ferro, mas não estamos felizes com a quantidade que estamos minerando. Queremos minerar mais, por isso a ampliação”, pontuou o executivo à reportagem durante o Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, evento promovido pela The Net-Zero Circle by IN-VR em Belo Horizonte nesta semana.

Conforme Fogassa, a mineradora também estudará, posteriormente, a possibilidade de ter uma planta de processamento de ferro no Projeto Rio Piracicaba. Atualmente, o minério que a companhia extrai é enviado para a unidade de outra empresa, que o mistura com outros materiais (blendagem) e vende o produto nos mercados interno e externo.

Embora ainda não extraia a quantidade de minério que deseja nem processe o material, a empresa já registra receitas da operação desde o último trimestre de 2025. Os valores são provenientes do minério bruto e de uma porcentagem das vendas da matéria-prima de sinterização final. A ideia é aumentar esse fluxo de caixa com a expansão.

O dinheiro recebido ajuda a financiar os custos da Atlas Critical Minerals com exploração de minerais críticos e estratégicos. A empresa mantém projetos em desenvolvimento no Brasil de terras-raras, titânio, grafite, urânio, cobre e níquel.

Atlas Lithium quer produzir logo para equilibrar contas

Também CEO da Atlas Lithium, que detém 21% de participação na Atlas Critical Minerals, Fogassa disse estar ansioso para que a produção de lítio no Projeto Neves, em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, tenha início. Segundo ele, a companhia já possui mais de 60 colaboradores e remuneração média superior a R$ 12 mil por pessoa, apesar de ainda não faturar. Conforme o executivo, é preciso que a operação comece para equilibrar as contas.

A mineradora prevê produzir o primeiro concentrado de espodumênio entre o terceiro e o quarto trimestres de 2027. Neste momento, estão em fase de conclusão as contratações de empresas que atuarão na construção do empreendimento, que terá capacidade instalada de 150 mil toneladas por ano. O custo de implantação está estimado em US$ 57,6 milhões.

Apenas na instalação da planta modular de processamento por separação de meio denso (DMS) devem ser investidos cerca de US$ 12,2 milhões, de acordo com recente apresentação disponibilizada no site da produtora de lítio. Fogassa informou que já nos próximos meses deve ser iniciada a montagem da estrutura, que foi fabricada na África do Sul e enviada ao País, por meio de contêineres em navio fretado, há mais de um ano.

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