Lithium Ionic vende propriedades de lítio em Salinas para a PLS por US$ 37,5 milhões
A canadense Lithium Ionic, por meio das subsidiárias Salit Mineração e Neolit Minerals, firmou nessa quarta-feira (12) um acordo definitivo para a venda do grupo de propriedades de lítio em Salinas, que inclui o depósito de Baixa Grande, à PLS Brasil, subsidiária da australiana PLS Group, por US$ 37,5 milhões em dinheiro (cerca de R$ 193,6 milhões).
A transação, ainda sujeita ao cumprimento de condições usuais para esse tipo de operação, compreende dez direitos minerários e ativos associados localizados no município de Salinas, no Norte de Minas Gerais, vizinhos ao Projeto Colina, da própria PLS. Essa proximidade já alimentava especulações sobre uma possível transferência.
Em comunicado, a Lithium Ionic informa que receberá US$ 30 milhões no fechamento do negócio, previsto para ocorrer em até dez dias úteis, e US$ 7,5 milhões na data que ocorrer primeiro entre uma decisão final de investimento da PLS para o Projeto Colina e 31 de dezembro de 2029.
O valor da operação representa um aumento significativo em relação ao montante pago pela Lithium Ionic na compra das propriedades em Salinas, em março de 2023. A valorização demonstra o potencial de Baixa Grande, principal depósito entre as áreas negociadas.
Em janeiro de 2025, a Lithium Ionic divulgou uma estimativa de 19,4 milhões de toneladas de recursos minerais para o Projeto Baixa Grande. O relatório apontou 6,52 milhões de toneladas de recursos medidos e indicados e 12,9 milhões de toneladas de recursos inferidos.
Em outro contrato firmado com a PLS, a Lithium Ionic, por meio da Neolit, manterá um royalty de 2% sobre a receita das futuras vendas de espodumênio extraído dos direitos minerários, com base no preço FOB. A expectativa da empresa canadense é que o negócio resulte na avaliação de Baixa Grande para uma possível integração ao Projeto Colina.
“Esta transação cristaliza o valor para os acionistas sem diluição, em um momento construtivo do ciclo do lítio, e o royalty mantém os acionistas expostos ao potencial desenvolvimento futuro de Baixa Grande pela PLS, uma das maiores operadoras de lítio de rocha dura do mundo”, afirma o CEO da Lithium Ionic, Blake Hylands.
Recursos da venda serão destinados ao principal projeto da empresa canadense
Os recursos obtidos com a venda das propriedades de lítio em Salinas para a PLS serão destinados ao avanço do principal projeto da Lithium Ionic, o Bandeira, localizado entre Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, até uma decisão final de construção.
A transação proporciona capital significativo à Lithium Ionic à medida que o Projeto Bandeira avança nas etapas de aquisição, contratação das obras iniciais e preparação para a implantação. A operação também apoia a transição da empresa canadense de uma exploradora com vários ativos para uma desenvolvedora focada no projeto.
A Lithium Ionic espera obter ainda em 2026 a licença ambiental necessária para iniciar a construção do Bandeira. Em paralelo, a titularidade do projeto é alvo de disputas no Canadá, tanto na esfera regulatória quanto na judicial.
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