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Projeto de lítio da PLS em Salinas é eleito o melhor do mundo em ranking de mineração

Projeto Colina alcançou a maior pontuação entre 656 projetos de mineração avaliados em levantamento global
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Projeto de lítio da PLS em Salinas é eleito o melhor do mundo em ranking de mineração
Foto: Amaral Fotos / PLS

O projeto de lítio Colina, da australiana PLS, em Salinas, no Norte de Minas Gerais, ocupou a primeira posição em um levantamento que analisou 656 projetos de mineração em desenvolvimento no mundo, realizado pela Mining IQ, divisão de pesquisa da Aspermont, editora do Mining Journal e do MiningNews.Net.

Colina foi eleito o melhor projeto entre todos ao alcançar 80,7 de 100 pontos no Índice de Projetos no Pipeline 2026, cujo objetivo é identificar os melhores projetos globais do setor mineral, fornecendo um filtro inicial útil para que mineradoras e investidores encontrem e selecionem ativos de alta qualidade para seus portfólios.

O processo de avaliação envolveu a coleta de dados de estudos econômicos das empresas, variando desde as etapas de estudos preliminares até estudos de viabilidade completos. As informações foram analisadas em 13 métricas divididas em seis categorias: economia, jurisdição, confiança, capacidade de financiamento, engenharia/metalurgia e geologia.

O projeto em Salinas apresentou bom desempenho nas categorias de confiança e capacidade de financiamento, além de obter nota máxima na de economia. A pontuação de destaque foi sustentada por uma taxa de retorno (TIR) pós-impostos de 132%, valor presente líquido (VPL) de US$ 2,5 bilhões e capex inicial de US$ 253 milhões.

O levantamento se baseou na avaliação econômica preliminar (PEA) do Colina. O estudo estimou uma produção média anual ao longo de 11 anos de vida útil da mina de 405 mil toneladas (t) de concentrado de espodumênio com teor de 5,5% de óxido de lítio (SC5.5) a um preço médio de US$ 1.699/t, além de 123 mil t do produto com 3% de teor (SC3) a US$ 927/t, e custo total de sustentação de US$ 536/t.

Essa PEA foi publicada em 2023 pela Latin Resources, antiga dona do projeto, adquirida no início de 2025 pela PLS. Após o desfecho da transação, a atual proprietária decidiu ampliar o escopo do Colina, portanto, vem revisando e avançando com estudos de exploração e implantação, com previsão de concluir o estudo de viabilidade no último trimestre de 2027. Desde então, a estimativa de recursos minerais evoluiu de 45 milhões de t para 77,7 milhões de t, conforme a atualização mais recente, divulgada pela empresa em 2024.

Reconhecimento é chancela de que o Projeto Colina é promissor, diz diretora

O resultado alcançado pelo Projeto Colina foi anunciado pela diretora de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da PLS, Marisa Cesar, durante apresentação no Lithium Business 2026, evento realizado entre os dias 7 e 9 deste mês, em Salinas, idealizado pelo professor Rossandro Ramos e apresentado pela R2 Valor Público.

À reportagem, a executiva disse que o reconhecimento internacional foi uma surpresa para a companhia, que desconhecia estar sendo avaliada. Segundo ela, a premiação representa uma importante validação do potencial do empreendimento no Norte de Minas.

Confira os cinco projetos mais bem avaliados no levantamento

– Projeto de lítio Colina, da PLS, em Minas Gerais (80,7 pontos)
– Projeto de ouro Island Gold District Expansion, da Alamos Gold, no Canadá (79,8 pontos)
– Projeto de prata Panuco, da Vizsla Silver, no México (79,7 pontos)
– Projeto de lítio Galaxy, da Rio Tinto, no Canadá (79,5 pontos)
– Projeto de ouro Richmond Hill, da Dakota Gold, nos Estados Unidos (76,8 pontos)

*O repórter viajou para Salinas a convite da PLS

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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