Sigma Lithium reverte prejuízo e registra lucro líquido de US$ 8,5 milhões no 1º semestre

No segundo trimestre, a empresa registrou prejuízo de US$ 2,6 milhões, embora tenha apresentado melhora em relação ao mesmo período de 2025
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Sigma Lithium reverte prejuízo e registra lucro líquido de US$ 8,5 milhões no 1º semestre
Complexo da Grota do Cirilo, entre Araçuaí e Itinga, produziu 59 mil toneladas, ou queda de 56,8%, o que reflete a volta gradual das atividades depois de paralisação | Foto: Divulgação Sigma Lithium

A Sigma Lithium encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de US$ 8,5 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 14,1 milhões registrado no mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado na sexta-feira (14).

O Ebitda ajustado totalizou US$ 42,4 milhões, superando o resultado negativo de US$ 8,2 milhões. Já a margem Ebitda ajustada atingiu 43,7%, ante margem negativa de 8,8%.

Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 50,3%, para US$ 97 milhões, impulsionada por preços de venda mais elevados dos produtos de lítio, apesar de uma redução de 52,9% no volume comercializado, que atingiu 48 mil toneladas.

A produção somou 59 mil toneladas, caindo 56,8%, o que reflete a volta gradual das atividades do Complexo Grota do Cirilo, entre Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha.

Paralisadas em setembro de 2025, após rompimento da companhia com a terceirizada Fagundes Construção e Mineração, as operações de mineração foram reestruturadas e retomadas em fevereiro deste ano, com a internalização dos serviços.

Vale ressaltar que os volumes reportados de produção e vendas englobam tanto o concentrado quanto os finos de lítio, com os produtos de menor teor convertidos em volume equivalente aos de alto teor (ajustados para uma base de 5% de óxido de lítio).

Prejuízo no segundo trimestre, apesar da melhora no período

No recorte do segundo trimestre deste ano, a Sigma registrou prejuízo de US$ 2,6 milhões, embora a companhia tenha apresentado melhora em relação à perda de US$ 18,9 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

Já o Ebitda ajustado chegou a US$ 25,7 milhões, revertendo o resultado negativo de US$ 17,1 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada alcançou 47%, a maior marca da história da companhia, ante margem negativa de 101,1%.

Outro recorde trimestral foi o da receita líquida, que atingiu US$ 54,7 milhões, com alta interanual de 223,9%, motivada pelos preços mais altos de venda. No entanto, o volume comercializado caiu 39,5%, para 24,4 mil toneladas.

Por sua vez, a produção no Grota do Cirilo totalizou 24,4 mil toneladas, com retração de 48,2%, impactada pelo ramp-up das operações de mineração.

Operações suspensas e negociação de TAC com o Estado

No início de julho, as operações da Sigma Lithium no Vale do Jequitinhonha foram parcialmente suspensas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). O órgão apontou que a companhia descumpriu uma série de legislações ambientais.

Após ser notificada do embargo, a Sigma emitiu comunicado no último dia 22 negando irregularidades, mas concordando em pagar US$ 540 mil em multas e informando que começou a negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo estadual.

No balanço trimestral, a companhia ressaltou que espera concluir o acordo em breve e que logo depois deve retomar integralmente as atividades operacionais. “A empresa estima que a execução dos ajustes propostos aos procedimentos ambientais no âmbito do TAC exigirá um capex de aproximadamente US$ 1 milhão”, pontuou.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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