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Produção de soja em Minas Gerais chegou ao resultado inédito de 6,1 milhões de toneladas | Crédito: Jonas Oliveira/ANPr
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Em 2020, o agronegócio de Minas Gerais foi resiliente e conseguiu superar os desafios impostos pela pandemia de Covid-19. O setor conseguiu aproveitar as oportunidades do mercado externo e exportar mais.

Além disso, foi capaz de manter o abastecimento interno. Minas Gerais produziu um volume recorde de 15,4 milhões de toneladas de grãos, 33,5 milhões de sacas de café e, no acumulado dos primeiros dez meses, exportou mais de US$ 7 bilhões.

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Para 2021, os desafios serão muitos, desde problemas climáticos até incertezas em relação ao desempenho da economia nacional, controle da pandemia e manutenção do auxílio emergencial pago pelo governo federal, que alavancou o consumo interno.

Mas, segundo o presidente do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg), Roberto Simões, os produtores rurais continuam produzindo, exemplo disso, é a previsão de colher em 2021 mais uma safra recorde de grãos no Estado.

Em coletiva realizada ontem, Simões ressaltou que, assim como em outros setores, no início, foram muitas as dificuldades, principalmente para os pequenos produtores, mas, que com o tempo, foram sanadas.

“Começamos 2020 com a mesma perspectiva de sempre, de termos um ano muito bom. Em seguida, a partir de março, tivemos a pandemia. Registramos problemas no início, principalmente, para os produtores de itens perecíveis e de menor porte. Muitas decisões foram tomadas por prefeitos, que fecharam as cidades e impediram que produtos como hortifrútis e leite, por exemplo, chegassem às cidades, e tiveram perdas imensas. Com o correr do tempo, a gente ajustou”.

Já as grandes produções de não perecíveis foram menos impactadas. Segundo Simões, o ano foi muito forte para esse segmento. No Brasil e em Minas Gerais, foi colhida uma safra de grãos recorde, que chegou a 15,4 milhões de toneladas no Estado.

VBP – No caso do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), de janeiro a novembro, o Estado ultrapassou o valor de R$ 100 bilhões, crescendo 21% frente a igual período de 2019. A agricultura apresentou receita de R$ 59,9 bilhões, aumento de 30,1%. Na pecuária, a alta foi de 11,4%, com um VBP de R$ 40,06 bilhões.

As exportações foram outro destaque. De janeiro a outubro, a receita gerada com os embarques de produtos agrícolas e pecuários de Minas Gerais alcançou US$ 7,16 bilhões, aumento de 9,2% frente a igual período de 2019. Em volume, foram exportadas 11 milhões de toneladas, 27,4% a mais quando comparado com o mesmo período do ano passado.

“Todos nós assistimos o aumento de preços das commodities que consumimos e exportamos. A demanda pelos nossos produtos cresceu muito. Por um lado, o auxílio emergencial pago pelo governo às classes menos favorecidas ativou o mercado interno. Do ponto de vista externo, também houve um aquecimento muito forte do mercado, principalmente da China, que é nosso maior importador, embora a gente exporte para mais de 150 países. Tivemos esse forte incremento de demanda e consequente elevação de preços”.

Soja, milho e café tiveram expansão

Dentre os produtos, a soja foi um dos destaques em 2020. Além da produção recorde, 6,1 milhões de toneladas, com a demanda elevada, os preços atingiram patamares recordes, chegando a R$ 170 a saca de 60 quilos. No caso do milho, Minas Gerais se tornou o maior produtor de primeira safra e ultrapassou um volume total de 7,6 milhões de toneladas nas duas safras.

No caso do café, a produção foi de 33,5 milhões de sacas, alta de 36%. Para 2021, a produção será menor pela bienalidade negativa e pelos efeitos climáticos.

“Tivemos problemas climáticos. No Sul de Minas, as altas temperaturas, a seca e a baixa umidade queimaram parte dos cafezais, o que vai interferir na produção. Conseguimos liberar recursos na ordem de R$ 150 milhões, através do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para a recuperação das lavouras e para atender o produtor”, explicou o presidente do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg), Roberto Simões.

Em relação às carnes (frango, boi e suínos), o comportamento foi muito bom, segundo Simões. Os preços se valorizaram com a demanda exacerbada no mercado interno e externo.

“O aumento de preços é uma questão de mercado. É sazonal e acreditamos que, ao longo do tempo, volte a padrões mais razoáveis. Mas não teremos preços tão baixos quanto antes, porque assistimos ao aumento exagerado dos insumos que usamos e que continuam a subir, tanto os importados como os nacionais. Então, tudo isso leva a um novo patamar de equilíbrio da economia, mas, com certeza, sem apresentar muitos picos”.

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