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Agronegócio

Agronegócio mineiro sofre queda de 1% nas exportações

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O faturamento da exportação do café de Minas Gerais registrou crescimento de 28,2% de janeiro a agosto | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

As exportações do agronegócio de Minas Gerais recuaram 1,1 % entre janeiro e agosto de 2019, movimentando US$ 5,1 bilhões. No período, foram destinadas ao mercado internacional 6,7 milhões de toneladas de produtos da atividade agrícola e pecuária, uma queda de 6,7% frente a igual intervalo do ano passado.

Ao longo dos primeiros oito meses do ano, o valor médio pago por tonelada ficou em US$ 757,6, o que representou um aumento 6,1% em relação aos US$ 714 registrados no mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

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Dentre os produtos, o café foi o destaque positivo com alta de 28,2% no valor exportado. Já os embarques do complexo soja acumularam perdas de 36,2% em faturamento.
A assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira, destaca que, no período, produtos que Minas Gerais não tem muita tradição em exportar, como o milho e o algodão, apresentaram resultados positivos, o que contribui para a diversificação da pauta exportadora do Estado.

“A diversificação dos produtos exportados pelo Estado é importante e contribuiu, por exemplo, para que o preço médio da tonelada exportada ficasse maior no período”, disse.
De acordo com os dados da Seapa, com o resultado de janeiro e agosto de 2019, os embarques do agronegócio responderam por 30,7% do faturamento gerados com as exportações totais de Minas Gerais, que encerrou o período em US$ 16,6 bilhões.
O superávit na balança comercial do setor alcançou um saldo, nos primeiros oito meses de 2019, de US$ 4,6 bilhões, valor 0,93% menor quando comparado com os US$ 4,7 bilhões gerados em saldo em igual intervalo de 2018.
Mantendo a mesma base de comparação, as importações do agronegócio somaram US$ 435,4 milhões, frente ao valor de US$ 448,1 milhões movimentados anteriormente, queda de 3,05%. Ao todo, Minas Gerais importou 483,2 mil toneladas de produtos agropecuários, redução de 6,97%, frente as 498,5 mil toneladas importadas entre janeiro e agosto de 2018.

Preços menores – O café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio mineiro, que responde por 44,2% das exportações do setor, apresentou elevação de 28,2% no faturamento gerado com os embarques, que encerrou o período em US$ 2,56 bilhões. Em volume, a alta ficou em 55,3%. Ao todo, foram destinadas ao mercado internacional 1 milhão de tonelada de café.

No intervalo, foi verificada retração nos preços pagos pela tonelada do café. Enquanto a média de preço praticada entre janeiro e agosto de 2018 foi de US$ 2.612 por tonelada, em igual intervalo do ano atual, o volume foi comercializado a US$ 2.156, valor 17,45% menor.

“Este foi o melhor resultado em faturamento registrado nos embarques do café desde 2015. O valor gerado com as exportações mineiras do grão respondeu por 70% do que o Brasil exportou de café. No período, Estados Unidos, Alemanha e Japão foram os principais compradores do café”, explicou Manoela.

Soja – Ao contrário do café, o complexo soja, que responde por 19,8% da pauta exportadora do agronegócio, encerrou os primeiros oito meses de 2019 com queda nos embarques. Ao todo, o setor foi responsável por uma movimentação financeira de US$ 1 bilhão, valor que retraiu 36,2% frente aos US$ 1,58 bilhão registrado em igual período do ano passado. Em volume, os embarques caíram 29,8%, com a exportação de 2,6 milhões de toneladas.

A comercialização da soja em grão com o exterior foi responsável por um faturamento de US$ 812 milhões, variação negativa de 44,1%. A redução em volume ficou em 36,2% com a exportação de 2,3 milhões de toneladas. Os embarques de farelo de soja cresceram 79,2% em volume (373 mil toneladas) e 59,1% em faturamento, US$ 187,4 milhões.

“Os conflitos entre Estados Unidos e China estão impactando na comercialização da soja em todo o mundo. Além disso, os casos de Peste Suína Africana (PSA) registrados na China reduziram a demanda, uma vez que o produto é base da ração”, disse.

Vendas externas de carne são maiores neste ano

No grupo das carnes foi registrada alta de 12,7% no faturamento, que somou US$ 604,4 milhões. Entre janeiro e agosto, os embarques de carnes somaram 176,8 mil toneladas, queda de 6,1%. O preço pago pela tonelada subiu de US$ 2.845 para US$ 3.417, valor 20,1% superior. O grupo é responsável por 11,8% das exportações do agronegócio de Minas.

Dentre os produtos que compõem o grupo, o destaque foi a exportação de carne bovina. O faturamento gerado com as negociações internacionais somou US$ 442 milhões, aumento de 18,9%. Em volume, houve uma elevação de 19,5%, com o embarque de 106,2 mil toneladas.

Alta também nas exportações de carne de frango, que subiram 5% com faturamento encerrando o período em US$ 137,4 milhões. Ao todo, foram destinados ao mercado externo 57,9 mil toneladas, volume 31,7% menor.

Ao contrário das carnes de frango e bovina, o faturamento das exportações de carne suína apresentaram resultados negativos. A movimentação financeira gerado com o embarque de carne suína ficou 7,3% menor, somando US$ 14,6 milhões. O volume aumentou 8,1% e encerrou os primeiros oito meses do ano em 8,9 mil toneladas.

Silvicultura – As exportações de produtos florestais renderam a Minas Gerais US$ 494,8 milhões, retração de 7,14% se comparado com o faturamento gerado em igual período do ano anterior, quando a movimentação financeira chegou a US$ 532,7 milhões. Em volume foi registrada alta de 13,1%, com a destinação de 912,1 mil toneladas de produtos florestais ao mercado internacional.

Em baixa – De acordo com a Seapa, as exportações do setor sucroalcooleiro retraíram 10,6% em faturamento, encerrando os primeiros oito meses de 2019 em US$ 447,4 milhões. Em volume, a queda foi de 3,1%, com a exportação de 1,5 milhão de toneladas.
O algodão e o milho, produtos que apesar da pequena participação nos embarques são considerados importantes por diversificar a pauta exportadora do Estado, apresentaram resultados positivos.

No caso do algodão e produtos têxteis de algodão, a demanda elevada no mercado mundial fez com que os embarques somassem US$ 69,6 milhões, aumento de 97% em relação aos oito primeiros meses de 2018. Em relação ao volume, foram exportadas 29,1 mil toneladas, variação positiva de 225,1%.

A exportação de milho gerou receita de US$ 40,6 milhões, valor 6.839% maior. Ao todo foram embarcadas 239,3 mil toneladas, variação positiva de 6.951%.

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