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Agronegócio

Angus: mercado em alta estimula aportes em genética

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Crédito: Divulgação/Alta Genetics
Crédito: Divulgação/Alta Genetics

O mercado consumidor cada vez mais exigente e buscando por produtos diferenciados e de alta qualidade está estimulando os investimentos na genética bovina. Com o consumo crescente de carnes premium, como a de angus, por exemplo, a Alta Genetics, empresa especializada no melhoramento genético bovino, adquiriu sete touros da raça Aberdeen Angus de alto padrão nos Estados Unidos. O objetivo da importação dos animais, além de fornecer um material genético de qualidade superior e conforme a demanda do setor, é garantir, também, uma entrega ágil do produto. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 1 milhão em todo o processo de compra dos animais.

De acordo com o diretor da Alta Genetics Brasil, com sede em Uberaba, na região do Triângulo, Heverardo Carvalho, antes da aquisição dos touros angus, foi feito um longo processo de avaliação dos melhores animais e também da demanda do mercado comprador.

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 “São animais superespeciais e que estão de acordo com a necessidade dos nossos clientes. Com os touros na nossa Central, o material genético estará disponível para o mercado após 48 horas da coleta, o que é muito mais ágil se comparado com o tempo de importação, que demora de 60 a 90 dias. Vamos atender o pecuarista com agilidade e a qualidade que ele precisa”, diz.

Carne mais macia – Ainda segundo Carvalho, a demanda pelo sêmen de angus está em alta. Isso porque a genética dos animais combinada com a raça zebuína promove uma grande melhoria na qualidade da carne, tornando-a mais macia.

“A carne do angus é marmorizada e bem macia. No Brasil, a produção de carne é concentrada na raça zebuína, que não tem a carne tão macia, mas, em contrapartida, é muito saborosa. Com o cruzamento entre as raças, temos uma carne de sabor muito bom e bastante macia. O angus vem complementar a raça zebuína na qualidade da carne”, explica.

Com um mercado cada vez mais exigente, a tendência é de que a busca por carnes premium cresça nos próximos anos, estimulando também os aportes em genética. De acordo com Carvalho, o momento atual é favorável para investimentos, uma vez que o mercado da carne bovina está aquecido e com preços remuneradores.




“Os pecuaristas de Minas Gerais investem bastante em genética. A expectativa é de crescimento da demanda por material genético de alta qualidade nos próximos anos, já que os preços da carne bovina incentivam os investimentos em genética”, afirma.

O aumento da preferência pela genética angus para o melhoramento da qualidade da carne, segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, se deve à qualidade intrínseca da raça que é o marmoreio intramuscular, o que traz maior maciez, suculência e sabor.

“O marmoreio é uma característica própria da raça, independentemente do tipo de manejo, seja na criação, engorda ou terminação. A raça angus é superior às outras raças, no quesito carne. Usando Angus com qualquer outra raça gera uma melhora geneticamente da carne, seja pelo processo de monta ou pela inseminação. O animal resultante do cruzamento já terá 50% sangue Angus e terá avanço na qualidade da carne”, destaca.

O consumo de carnes de alta qualidade tem aumentado muito no mercado brasileiro, que está conhecendo e aprovando a carne Angus. “Antigamente, a gente comia carnes de qualidade da Argentina e do Uruguai, mas a carne brasileira vem tomando as prateleiras com muito mais qualidade, carnes frescas, com maior disponibilidade e preços mais competitivos que as carnes importadas. O consumidor gostou e paga por esse produto especial”.

Certificação – Dzyekanski destaca que o consumidor, ao buscar por um corte angus nos supermercados, precisa ficar atento se o produto possui o selo de certificação da associação, o que vai atestar a qualidade. Todo o processo de produção certificado tem como objetivo avaliar as condições dos animais e da carne, que devem atender a critérios próprios que avaliam nível de gordura, carcaça, terminação entre outras.

“Os animais, para terem a carne certificada, são avaliados desde o pasto até o pós-abate. Profissionais da associação são os responsáveis por avaliar as características necessárias para receber o selo. O produtor que participa do programa de certificação pode receber até 10% de bonificação por animal abatido e certificado, o que é muito importante e pode ser a garantia de lucro da propriedade. Por isso, é essencial que os pecuaristas que usam sêmen angus se associem, para ter apoio e assistência técnica e poder certificar a produção”, diz.




No País, são 17 frigoríficos credenciados pelo programa de certificação, com 40 plantas distribuídas, sendo uma em Minas Gerais.

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