Avanço da colheita de grãos vem confirmando safra 3% maior em Minas
O avanço da colheita da primeira safra de grãos está confirmando o crescimento da produção em Minas Gerais. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa aponta para uma alta de 3%, com a colheita de 18,9 milhões de toneladas de grãos. Na safra 2025/26, o incremento é puxado principalmente pelo crescimento do cultivo do milho e do feijão. Já a produção de soja – grão mais cultivado em Minas Gerais – tende a ficar estável.
No País, a safra total de grãos tende a ser recorde e alcançar 356,3 milhões de toneladas, gerando, assim, uma alta de 1,2% frente à safra anterior, quando foram colhidas 352,2 milhões de toneladas de grãos. Conforme o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, até o momento, o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 vem consolidando bons resultados.
“Até o momento vem se confirmando uma safra com boas perspectivas que, em nível nacional, pode ser a maior da série histórica da Conab. As chuvas em março aconteceram de uma maneira que possibilitou a colheita da primeira safra e foram benéficas para o desenvolvimento da segunda safra. No Sudeste, as precipitações mantiveram os níveis de umidade e favoreceram o manejo e cultivo das lavouras de segunda safra. Agora, em abril, as chuvas também se mantiveram boas e a tendência é que entrem na fase de redução em uma condição normal para o mês.”
Na safra 2025/26, o destaque em produção será o milho. A produção total tende a somar 7 milhões de toneladas, alta de 6,9%. O crescimento vem tanto pelo aumento de área, 1,3%, com o uso de 1,097 milhão de hectares, quanto pela alta de 5,5% na produtividade, uma vez que o rendimento médio por hectare está em 6,4 toneladas.
Ao longo da primeira safra, a produção mineira do cereal chegou a 4,6 milhões de toneladas, alta de 20,5%. Na segunda, a estimativa é colher 2,4 milhões de toneladas, queda de 12,2%.
“O cenário é positivo para o milho e houve migração de área do feijão para o cereal. A alta na produtividade é reflexo de condições climáticas melhores e investimentos por parte dos produtores nas lavouras. A primeira safra ainda está em processo de colheita. Para a segunda safra, tivemos atraso inicial no plantio, por conta do excesso de chuva que atrasou colheita de soja, mas, agora, as condições climáticas estão favorecendo o desenvolvimento inicial da cultura. No geral, a safra vem se configurando como boa”, explica Vasconcellos.
Safras de feijão e sorgo ficarão maiores
Outro destaque na produção 2025/26 de grãos em Minas Gerais é o feijão. Conforme os dados da Conab, a estimativa é somar, nas três safras, 499,8 mil toneladas, representando, assim, aumento de 8% frente ao ano anterior.
Na primeira safra, a colheita somou 210 mil toneladas do grão, aumento de 2,7%. A área de cultivo ficou 1,2% maior, enquanto a produtividade cresceu 1,6%.
A segunda safra de feijão tende a crescer 8,5% no volume, somando, assim, 160,9 mil toneladas. Nesta safra houve um aumento na área cultivada de 8,5%. O terceiro ciclo, que é irrigado, tende a crescer 17,1%, somando 128 mil toneladas de feijão.
Conforme Vasconcellos, mesmo com alguns problemas, a safra de feijão 2025/26 tem evoluído de forma positiva. “Na primeira safra as lavouras de feijão responderam bem às condições climáticas, mesmo com perdas pontuais de potencial produtivo em áreas com infestação de mosca branca e chuva excessiva na colheita, o que reduziu a qualidade em alguns lotes, mas, na maior parte, houve bons rendimentos e por hectares. Em Minas Gerais, a safra já foi 100% colhida.”
Vasconcellos destaca ainda a produção de sorgo, que vem crescendo nos últimos anos. Em Minas Gerais, a produção será de 1,6 milhão de toneladas, alta de 10% frente à safra anterior. Houve aumento de 12,5% na área cultivada, enquanto a produtividade caiu 2,3%.
“Mais uma safra em que o sorgo deve mostrar bom desempenho. O sorgo tem se destacado por ter uma resistência ao déficit hídrico mais elevada.”
Soja
Já a produção mineira de soja, grão mais cultivado no Estado, segue com tendência de estabilidade. A previsão é colher 9,1 milhões de toneladas, volume que ficou praticamente estável frente à safra passada, com pequena retração de 0,3%. A queda é resultado da redução de 1,4% vista na produtividade, que está em 3,9 toneladas por hectare. Quanto à área em produção, 2,3 milhões de hectares, houve expansão de 1,1% frente ao ano anterior.
“No caso da soja, em março, a redução das precipitações garantiu condições de campo para que a colheita evoluísse, avançando bastante e sendo finalizada.”
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