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Agronegócio
Crédito: @2010 Wilson Ferreira

A menor oferta de bovinos no mercado interno e o aumento das exportações têm contribuído para a valorização dos preços do boi gordo em Minas Gerais. A tendência é de mercado firme até o final do ano. Além do período de entressafra de bovinos, o maior consumo de carne ao longo do segundo semestre, principalmente no último trimestre do ano, são fatores que favorecem a sustentação dos preços a níveis remuneradores.

A valorização do produto é importante para a recuperação das margens dos produtores, que, nos últimos anos, registraram prejuízos em função do clima e do aumento dos custos, principalmente com alimentação.

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De acordo com o zootecnista e analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, a demanda pela carne bovina está aquecida e tem contribuído para o aumento dos preços do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba do boi gordo foi negociada, na média de junho, a R$ 149, valor 12% superior ao praticado em igual período do ano passado.

“O mercado físico do boi gordo está valorizado e a tendência, para o segundo semestre, é de novas valorizações. As exportações do produto estão em alta, entramos no período de entressafra e a valorização das demais carnes (frango e suíno) são fatores que contribuem para o aumento dos preços e para a recomposição das margens dos pecuaristas”, explicou Fonseca.

Ainda segundo ele, o período de seca, que compromete a oferta de pastagens, reduz a oferta de animais, que passam a ser terminados em confinamento. O sistema tem os custos mais elevados que o do boi de pasto. Com isso, a oferta de animais para o mercado é reduzida, o que, normalmente, promove o aumento dos preços.

Exportações – Outro fator que é importante para manter a oferta equilibrada com a demanda no mercado interno são as exportações. De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), somente nos primeiros cinco meses de 2019, o Estado foi responsável pelo embarque de 63,4 mil toneladas de carne bovina, variação positiva de 23,9%. As exportações movimentaram US$ 256 milhões, avanço de 21,6% frente aos primeiros cinco meses de 2018.

Já no País, segundo Fonseca, foi verificada alta de 27% no volume de carne bovina exportada ao longo do primeiro semestre e elevação de 17% em valor. Foram 830 mil toneladas exportadas, o que gerou faturamento de US$ 3,1 bilhões no período. Os principais compradores da carne bovina são a China e Hong Kong.

As expectativas em relação ao mercado externo são positivas, principalmente, após o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Acredita-se que o volume de carne bovina exportado seja ampliado, assim como o número de países compradores.

“Os resultados das exportações foram positivas e, isso, desafoga o mercado doméstico. A elevação dos preços é importante para o pecuarista e faz com que a cotação do produto fique interessante para o setor produtivo. Por mais que o mercado doméstico esteja sucumbido, tem demanda pela carne bovina. Vale ressalta, também, que a alta verificada nas exportações mostra que o pecuarista trabalha com esmero, buscando a sustentabilidade dentro da porteira e disponibilizando para o mercado um produto de qualidade”, destacou Fonseca.

Perfil de consumo – No mercado interno, o consumo de carne bovina é elevado e, tradicionalmente, tende a ser maior no segundo semestre, em função das demandas das festas de fim de ano.

No País, o consumo gira em torno de 30 quilos a 32 quilos per capita ao ano, volume que varia para cima ou para baixo conforme os preços praticados.

Já a carne suína, principal concorrente da carne bovina, tem um consumo nacional de cerca de 15 quilos per capita ao ano. O consumo de frango fica em torno de 45 quilos per capita ao ano.

Segundo Fonseca, é preciso que os pecuaristas estejam atentos ao mercado, tenham gestão dos custos e façam um planejamento de vendas para aproveitar os melhores momentos do mercado.

“O momento para a carne bovina é positivo, por isso, o produtor precisa da gestão eficiente para ter o controle dos custos ao longo do confinamento. Também é importante ter planejamento para avaliar bem o mercado e decidir o melhor momento da venda. O pecuarista precisa vender parte do gado para cobrir o custo, mas é fundamental planejar para vender o restante dos animais em um período de preços melhores”.

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