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Brexit abre oportunidade de exportações para Minas

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Crédito: Epamig/Divulgação
Crédito: Epamig/Divulgação

A saída do Reino Unido da União Europeia (UE), desligamento que aconteceu em 31 de dezembro de 2020, pode favorecer o agronegócio do Brasil e de Minas Gerais. Com a saída do grupo, foi estabelecido um novo regime tarifário britânico, no qual muitos produtos tiveram as alíquotas de importação reduzidas, zeradas ou simplificadas. Além dos produtos mais fortes na pauta exportadora do agronegócio de Minas Gerais, como o complexo soja, sucroalcooleiro, carnes e café, o Estado poderá atender à demanda britânica com frutas, mel e óleos essenciais, por exemplo. 

Diante da oportunidade de expandir os embarques do agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou o estudo “Brexit e o novo regime tarifário britânico – Mudanças e oportunidades para o setor agropecuário brasileiro”. 

Conforme os dados do levantamento, a partir deste mês de janeiro, a proposta do Reino Unido altera as tarifas de importação aplicadas sobre 563 produtos do agronegócio. Os bens para os quais as alíquotas foram reduzidas representaram 47,3% do comércio de produtos do agronegócio mundial com o Reino Unido. Quanto ao comércio com o Brasil, o montante liberado equivale a US$ 533 milhões (2019). 

As exportações totais do agronegócio de Minas Gerais para o Reino Unido, em 2019, movimentaram US$ 107,3 milhões, com destaque para o café, com US$ 74,5 milhões, complexo soja, US$ 29,1 milhões, frutas (incluindo castanhas e nozes), US$ 517 mil, carnes, US$ 233 mil, e sucos, com a movimentação de US$ 229,9 mil. 

Com as novas regras tributárias, dentre os produtos, frutas como os limões tiveram reduções tarifárias de quase 14 pontos percentuais em relação às adotadas pelo bloco europeu. Ainda conforme o estudo da CNA, um dos setores mais beneficiados é o de óleos essenciais, que teve as tarifas liberadas para todos os produtos. 

A coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, explica que a pauta exportadora do Brasil e de Minas Gerais para o Reino Unido é diversificada, especialmente em cadeias tradicionais como a de carnes, café, soja e complexo sucroalcooleiro. Além destas cadeias, há potencial de exportar produtos de outras não tão tradicionais e que têm um potencial de valor agregado bem maior, como as de frutas, óleos essenciais e outras oleaginosas. 

“Com a saída do mercado britânico da UE, aconteceram muitas mudanças tarifárias e que se aplicam a todos os países, não somente ao Brasil. Então, ainda que seja uma possibilidade do mundo inteiro exportar para o Reino Unido, é um potencial muito grande para nós, já que exportamos alguns volumes. O Reino Unido não está entre os cinco maiores importadores do Estado, mas temos potencial, em especial, para as frutas – como o limão – e produtos apícolas, por exemplo”, avalia.

Agro.BR – Ainda segundo Aline, em Minas Gerais, o projeto Agro.BR, convênio entre a CNA e Apex-Brasil, será um diferencial para que o produtor consiga acessar novos mercados, como o do Reino Unido. O projeto de internacionalização tem o objetivo de capacitar, planejar e viabilizar a geração de negócios internacionais para pequenos e médios empresários rurais brasileiros. 

“O mercado do Reino Unido é exigente e paga por produtos de maior valor agregado e diferenciados, e nós temos qualidade e variedade. Temos potencial para agregar novos produtos na pauta e articular cada vez mais. O processo envolve estratégias de governo, e o produtor também precisa adequar a produção, buscando conhecer o mercado, buscando por compradores e oferecer produtos cada vez melhores, com embalagens diferenciadas, marca e direcionados para o mercado comprador”, diz Aline.

Crédito: Roberto Rocha / RR
Crédito: Roberto Rocha / RR

Embarques do País atingem 2º maior valor da história

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da série histórica, atrás somente de 2018 (US$ 101,17 bilhões). Em relação a 2019, houve crescimento de 4,1% nas vendas externas do setor.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a expansão foi resultado do aumento do quantum exportado (+9,9%), uma vez que o índice de preço caiu 5,3%. O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, com participação recorde de 48%.

Já as importações de produtos do agronegócio apresentaram queda de 5,2%, chegando a US$ 13,05 bilhões. O aumento das exportações e queda das importações resultou em um saldo superavitário de US$ 87,76 bilhões para o setor.

O complexo soja (grão, óleo e farelo) foi o principal produto da pauta exportadora, com US$ 35,24 bilhões e 101,04 milhões de toneladas. As exportações do grão representaram 81,1% do valor exportado e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas. A exportação foi maior em valor e quantidade do produto apenas em 2018: US$ 33,05 bilhões e 83,25 milhões de toneladas.

As carnes ocuparam a segunda posição no ranking dos setores exportadores do agronegócio em 2020, com US$ 17,16 bilhões. As vendas de carne bovina corresponderam a 49,4% desse montante, com crescimento de 11,1% ante 2019. As exportações de carne bovina in natura registraram recorde em valor (US$ 7,45 bilhões) e quantidade (1,72 milhão de toneladas). 

As exportações de carne de frango representaram 34,9% do total exportado pelo setor de carnes nos 12 meses, com US$ 5,99 bilhões. Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 2,25 bilhões, dos quais 94,1% corresponderam ao produto in natura. O montante registrado nas exportações de carne suína in natura foi recorde histórico, tanto em valor (US$ 2,12 bilhões), quanto em quantidade (901,10 mil toneladas). 

Em relação aos compradores, a China adquiriu 73,2% da soja em grão exportada, o que correspondeu a US$ 20,91 bilhões (2,2% superior a 2019). E também foi o principal destino da carne bovina in natura exportada, 54,2% (US$ 4,04 bilhões). O país contribuiu para o crescimento dessas vendas (carne bovina), uma vez que adquiriu US$ 1,35 bilhão a mais do que em 2019 (+50,3%).

Dezembro – Em dezembro de 2020, as exportações do agronegócio somaram US$ 7,30 bilhões, recuo de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 7,59 bilhões). A queda ocorreu em função da redução do índice de preço e de quantum dos produtos exportados, que caíram 1,1% e 2,7%, respectivamente. As importações de produtos do agronegócio subiram de US$ 1,21 bilhão em dezembro de 2019 para US$ 1,35 bilhão em dezembro de 2020, alta de 11,5%.

Os destaques do mês foram milho e açúcar. Os embarques de milho foram de 5 milhões de toneladas ou o equivalente a US$ 945,3 milhões (+33,5%).  Os três principais compradores de milho foram: Egito (US$ 164,39 milhões; +427,4%); Vietnã (US$ 148,32 milhões; +96,8%) e Irã (US$ 119,57 milhões; +91,2%).

As vendas externas de açúcar em bruto foram de US$ 740,08 milhões (+119,3%) ou 2,6 milhões de toneladas. A China foi a maior importadora de açúcar, com US$ 156,84 milhões (+665,3%). Outros países que importaram foram: Argélia (US$ 98,34 milhões; +72%); Malásia (US$ 69,86 milhões); Nigéria (US$ 56,17 milhões; +15,3%) e Emirados Árabes Unidos (US$ 50,69 milhões). (Com informações do Mapa)

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