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Agronegócio
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

As exportações do agronegócio de Minas Gerais movimentaram, entre janeiro e abril de 2020, US$ 2,41 bilhões, valor 4% menor quando comparado com igual intervalo de 2019. Em relação ao volume embarcado, 3 milhões de toneladas, houve um aumento de 3,6%.

Contribuiu para a queda, a retração verificada nos embarques de café. Já as exportações de carnes, soja em grão e açúcar apresentaram desempenhos positivos. Mesmo com o resultado negativo no faturamento, a expectativa é de um cenário mais favorável para as exportações do setor, uma vez que a China, principal parceiro, está retornando às compras, o que deve impulsionar os embarques.

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No fechamento do primeiro quadrimestre, as exportações do agronegócio responderam por 33,1% dos embarques totais feitos por Minas Gerais, ante a participação de 31,5% registrada no mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agrícola da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira, somente em abril, o valor movimentado com as exportações, em Minas Gerais, foi de US$ 652 milhões, ante os US$ 640 milhões registrados em igual mês de 2019, variação positiva de 2%.

“É um resultado muito interessante e positivo. Este ano, estamos vivendo um cenário diferente do registrado em abril de 2019, devido à pandemia, e conseguimos aumentar os embarques no mês. Isto traz uma expectativa positiva, principalmente, pela China, maior parceiro comercial, já está voltando ao mercado após queda da demanda provocada pelo novo coronavírus”, explicou.

Conforme os dados da Seapa, ao longo do primeiro quadrimestre, as importações do agronegócio movimentaram US$ 231,05 milhões, aumento de 3,28%. O volume, 267 mil toneladas, cresceu 1,44%.

Com o resultado, o saldo da balança do agronegócio mineiro ficou superavitário em US$ 2,18 bilhões, correspondendo a 48% do saldo da balança estadual.

Produtos – Entre janeiro e abril de 2020, os embarques de café somaram US$ 1,19 bilhão, queda de 4% frente ao valor registrado em igual intervalo de 2019. Em volume, 514,1 mil toneladas, foi verificada retração de 8,1%. Os principais destinos do café mineiro foram Alemanha (US$ 252,41 milhões), Estados Unidos (US$ 248,22 milhões) e Itália (US$ 126,34 milhões), além de mais 75 países.

As exportações do complexo soja geraram uma receita de US$ 486,38 milhões, 3,1% menor. Em volume, houve um aumento de 1% com o embarque de 1,35 milhão de toneladas.

O destaque do grupo foi a soja em grão, principal componente do complexo, que alcançou um faturamento de US$ 440,84 milhões, aumento de 7,5%, com exportação de 1,27 milhão de toneladas, variação positiva de 11,3% na comparação com janeiro a abril de 2019.

“A retomada das compras chinesas, que tiveram um aumento de 8% no período, e o incremento das compras russas (156%), bem como as novas parcerias comerciais realizadas, reverteram o cenário de baixa comercialização da soja em grão, observado no início do ano, quando houve o pico do coronavírus na Ásia”, disse Manoela.

Carnes – O grupo das carnes registrou um faturamento de US$ 286,29 milhões, aumento de 14,3% frente ao período de janeiro a abril de 2019. Em volume, 84,65 mil toneladas, houve um avanço de 3,9%.

Assim como visto no encerramento de 2019, as exportações de carne bovina mantiveram os resultados positivos devido à demanda dos países asiáticos, principalmente a China, que enfrenta problemas com a Peste Suína Africana (PSA). De acordo com dados da Seapa, de janeiro a abril de 2020, a receita gerada com os embarques de carne bovina foi de US$ 218,3 milhões, 13,8% maior que a registrada anteriormente. Ao todo, foram exportadas 48,2 mil toneladas, 1,4% a mais.

“Com o acontecimento do coronavírus, houve uma ligeira queda nos meses de fevereiro e março de 2020. Porém, em abril, a China, principalmente, retomou a demanda pela proteína mineira”, explicou Manoela.

O setor de frango movimentou US$ 52,7 milhões com a venda de 28 mil toneladas, acréscimo de 7,3% no valor e queda de 2,8% no volume. Os países asiáticos ficaram entre os principais destinos da carne de frango, sendo a China a maior demandadora, com a movimentação de US$ 31,95 milhões, seguida pela Arábia Saudita (US$ 8,75 milhões), Hong Kong (US$ 1,99 milhão), Rússia (US$ 1,12 milhão), Japão (US$ 888,17 mil), Cingapura (US$ 832,15 mil) e Emirados Árabes (US$ 827,20 mil).

A carne suína vem apresentando bons patamares nas vendas externas. O faturamento nesse quadrimestre foi de US$ 11,95 milhões, incremento de 169,9% na comparação com o mesmo período de 2019.

A exportação do complexo sucroalcooleiro totalizou US$ 164,92 milhões, alta de 45,6%, com o embarque de 555,9 mil toneladas, aumento de 42,1%. O destaque foi o açúcar, cuja receita somou US$ 163,59 milhões, avanço de 45% em relação ao quadrimestre de 2019. Ao todo, foram exportadas 553,2 mil toneladas do adoçante, encerrando o período com alta de 42,2%.

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