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Safra de grãos em Minas deve bater o 2º recorde consecutivo

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de 3% em relação ao ano anterior -passado de 4,9 milhões de hectares para 5,06 milhões de hectares. | Foto: Cleverson Beje/FAEP

Após colher uma safra de grãos recorde no período 2019/20, Minas Gerais segue com estimativa de produzir um volume ainda maior na safra atual. De acordo com os dados do 2º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a perspectiva é de colher 15,6 milhões de toneladas, aumento de 1,7% sobre as 15,3 milhões de toneladas registradas anteriormente.

Até o momento, as condições climáticas são favoráveis. Os destaques são as produções de milho primeira safra e soja, que, devido à demanda aquecida e aos preços valorizados, estão estimulando os produtores a ampliarem o cultivo.

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Os dados da Conab apontam para um incremento de 3,8% na área plantada em Minas Gerais, alcançando 3,62 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 4,3 toneladas por hectare, volume que está 2% menor que o registrado no ano passado. A queda está atrelada às chuvas irregulares, mas, segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, a redução vista na produtividade segue dentro da normalidade. Para os próximos dias, a tendência é de clima favorável para a safra.

“A queda na produtividade segue dentro da normalidade, em função de um atraso das chuvas. O clima, para os próximos dias, tende a ser favorável, mas é preciso monitorar as condições”, disse.

Produtos – Em relação aos produtos, o destaque em Minas Gerais é a soja. A tendência é de uma produção 2,3% superior, alcançando o volume recorde de 6,31 milhões de toneladas. A área destinada ao cultivo da oleaginosa é de 1,76 milhão de hectares, 7% maior. A produtividade, 3,58 toneladas por hectare, está 4,4% inferior.

Para Santana, a melhoria das condições climáticas fez com que os produtores apostassem mais na soja, o que reverteu a tendência de queda vista no primeiro levantamento, que foi divulgado em outubro. O aumento da área de plantio vem sendo estimulado pela demanda crescente pela soja no mercado externo e interno, pelos preços valorizados e pelo real desvalorizado frente ao dólar, o que torna as exportações mais rentáveis.

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“No início do plantio, as incertezas climáticas fizeram com que houvesse uma queda na intenção de plantio. Conforme a semeadura foi avançando em outubro e as chuvas se tornaram mais frequentes, essa situação inverteu, e a tendência é de uma produção maior de soja no Estado. Até o momento, cerca de 50% da cultura da soja já foi plantada”, explicou Santana.

Os preços valorizados e a demanda elevada, principalmente vinda do setor de proteína animal, também vão estimular o aumento da produção de milho na primeira safra em Minas Gerais.  A previsão é de uma colheita 2,1% superior, somando 4,76 milhões de toneladas. A área de plantio está em 731,9 mil hectares e foi ampliada em 1,6%. A produtividade média esperada é de 6,5 toneladas por hectare. Se alcançado, o rendimento será 0,5% maior que o registrado em igual período do ano anterior.

Feijão e algodão – Por ser uma cultura de ciclo mais curto, a falta de chuvas em outubro, segundo Santana, prejudicou a produção de feijão na primeira safra. A tendência é de que a produtividade recue 7,8%, com a colheita de 1,2 tonelada por hectare. Com isso, a produção deve cair 2,9%, somando 188,4 mil toneladas. A área de plantio foi ampliada em 5,3%, totalizando 153,2 mil hectares.

Queda também é esperada na produção de algodão. A estimativa é de colher 143,7 mil toneladas de algodão em caroço, volume 10,9% inferior. A área de cultivo deve recuar 7,9%, com a semeadura ocupando 35,1 mil hectares. A produtividade média está estimada em 4 toneladas por hectare, retração de 3,2%. O plantio ainda não foi iniciado devido ao período de vazio sanitário, que tem o objetivo de controlar o Bicudo-do-algodoeiro.

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