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A bienalidade diminuiu a produtividade do café | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters Usada em 30-07-19

A bienalidade negativa e as condições climáticas desfavoráveis fizeram com que a produção de café, em Minas Gerais, na safra 2019 recuasse 26,5% frente ao ano anterior, com a previsão de colheita de 24,5 milhões de sacas de 60 quilos do grão, ante o volume de 33,3 milhões de sacas em 2018.

No Estado, a previsão é que a colheita seja encerrada até o final deste mês. Os dados são do Terceiro Acompanhamento da Safra de Café, divulgado, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Companhia, Cleverton Santana, Minas Gerais responde por 50,1% da produção nacional total de café e, este ano, a produção foi prejudicada pelo clima.

“Praticamente toda a produção de Minas Gerais é de café arábica. Nesta safra, janeiro e fevereiro foram meses críticos para a produção cafeeira em Minas Gerais, com muitos problemas climáticos afetando a florada e formação de grãos.

Também foram registradas chuvas no período da colheita. Então, o peso da produção de Minas reflete na oferta brasileira e a queda prevista nacionalmente é de 20,5% parte pela bienalidade negativa e parte pelos problemas climáticos que afetaram o desenvolvimento do grão. A estimativa é que o Estado encerre a colheita até o final de setembro”, explicou.

Em Minas Gerais, conforme o levantamento da Conab, a produção total de café (24,5 milhões de sacas), ocupa uma área em produção de 983,9 mil hectares, queda de 2,4%. Em função da bienalidade negativa e do clima, a produtividade esta 24,7% menor, com rendimento médio de 24,9 sacas por hectare.




Os técnicos da Conab ressaltam que entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, houve veranico em algumas regiões do Estado. Isso proporcionou um significativo déficit hídrico que, associado às condições de altas temperaturas e alta insolação, prejudicaram o enchimento e a granação dos frutos em diferentes proporções.

Além de chuvas registradas em algumas regiões no período e colheita, também ocorreram de geadas localizadas no Estado. Os danos foram variados e provocaram queima das partes superiores do cafeeiro, mas que não impactaram diretamente o rendimento dos grãos produzidos nesta safra.

No Estado, a produção de café arábica está estimada em 24,2 milhões de sacas de 60 quilos, volume 26,6% inferior em relação à safra 2018. A produtividade das lavouras ficou 25% menor, com a colheita de 24,85 sacas por hectare, na média estadual.

A produção estimada de café conilon será de 309 mil sacas de 60 quilos, retração de 20,7%. A área em produção é de 9,4 mil hectares e está 27,3% menor. A produtividade estimada é de 32,72 sacas por hectare, alta de 9,1%.

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Agravamento – De acordo com o vice-presidente de finanças da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das Comissões de Cafeicultura da Faemg e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, a queda na safra de café já era esperada pela bienalidade negativa e a situação foi agravada pelo clima desfavorável.




“Nós já sabíamos que teríamos uma queda em relação à safra, só não sabíamos o percentual. A queda foi estimada em pouco mais de 20% pela Conab. O que recebemos de informação de produtores e cooperativas de Minas e do Brasil é de perdas ainda maiores, mas acho que temos que aguardar mais tempo para consolidar. Essa perda é muito forte e a grande pergunta que se faz no mercado e, principalmente, entre nós produtores, é o que isso vai influenciar no ano que vem? Que vai influenciar, não temos dúvida nisso, mas não sabemos o percentual. O frio que aconteceu, não a geada que foi consequência em algumas regiões, mas principalmente, a força do frio, o pesquisador garante que vai refletir em 2020”.

Com a queda na safra 2019 e tendência de reflexos na produção de 2020, a expectativa é que a oferta mundial do grão fique menor, o que pode contribuir para uma possível recuperação dos preços pagos pelo café no início de 2020, o que poderia beneficiar produtores que segurarem parte da safra.

“Pode ser que ocorra uma recuperação dos preços, o que não é garantido, mas com uma produção menor que a esperada e os valores pagos pelo café hoje, que estão abaixo dos custos, como o produtor vai segurar a safra para o ano que vem a espera de preços mais altos? Se não houver, imediatamente, uma política que realmente vá ao encontro com que o setor precisa, a situação ficará ainda pior. Desde maio estamos negociando junto ao governo federal e até agora não saiu nada. É muito difícil. O preço vai subir? Vai, legal, mas o café estará nas mãos de quem?”, disse Mesquita.

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