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O consumo do biocombustível no Estado atingiu 218 mil metros cúbicos no sétimo mês | Crédito: Divulgação

A retomada de várias atividades econômicas – que foram suspensas para controle da Covid-19 – está contribuindo para a redução da queda registrada na venda de etanol hidratado em Minas Gerais. De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em julho, a comercialização cresceu 11,5% frente a junho, porém, ainda continua menor que a registrada em julho de 2019, cerca de 22% inferior. Para este ano, a tendência é de uma retomada gradual; ainda assim a estimativa é de que o consumo em 2020 fique menor que em 2019.

O levantamento da ANP mostrou que, em Minas Gerais, o consumo do biocombustível chegou a 218 mil metros cúbicos em julho, o que, comparado com os 195,5 mil metros cúbicos consumidos em junho, gera uma elevação de 11,5%. Já em relação a julho de 2019, quando o consumo chegou a 279,4 mil metros cúbicos, a queda é de 22% se comparado com o sétimo mês de 2020.

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No acumulado do ano até julho, a retração registrada está em 16,5%, com a comercialização do etanol hidratado atingindo 1,4 milhão de metros cúbicos, ante 1,7 milhão de metros cúbicos de janeiro a julho de 2019.

De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, a pandemia da Covid-19 e as medidas de isolamento social provocaram queda no consumo de combustíveis de modo geral.

Além disso, a redução dos preços do petróleo e, consequentemente, da gasolina, também contribuíram para a menor demanda pelo biocombustível. Ele explica que o mês mais crítico foi abril, quando o volume de etanol hidratado consumido em Minas Gerais somou 171 mil metros cúbicos.

Com a retomada de várias atividades econômicas, o consumo do biocombustível vem subindo. “Pelo terceiro mês consecutivo, o consumo de combustíveis em Minas Gerais cresceu. No caso do etanol, nosso momento mais complicado foi abril, quando a retração ficou próxima de 31%. Desde lá, o mercado vem se recuperando mês a mês, o que deve ser mantido até o final do ano. É importante destacar que, em julho, a demanda voltou a ultrapassar a marca de 200 milhões de litros de etanol consumidos, o que não acontecia desde março”, explicou.




Ainda segundo Campos, o etanol vem recuperando o share de mercado perdido com a queda dos preços da gasolina. Em julho, a participação do combustível no ciclo Otto foi de 36%, ante 34% registrados em junho. A participação ainda está menor quando comparada com julho de 2019, quando o etanol respondia por 40%.

“Os preços da gasolina estão aumentando e o etanol tem acompanhado, porém, a paridade do etanol está mais vantajosa para o consumidor e a demanda tem aumentado”, afirmou.

Nas últimas duas semanas de agosto, de acordo com Campos, os preços do etanol registraram aumento em torno de 4%, em cada semana, nas usinas, sendo comercializados em torno de R$ 1,80 o litro sem impostos, valor que já está bem próximo ao praticado em igual período de 2019.

Safra – A estimativa é de encerrar o ano com consumo menor que o de 2019. A retomada das aulas e das atividades do funcionalismo público e do Judiciário – para o regime presencial – serão importantes para a recuperação dos volumes de vendas dos combustíveis.

Na safra 2020/21 de cana-de-açúcar, a previsão é esmagar entre 69,5 milhões e 70 milhões de toneladas de cana. A moagem no Estado está em torno de 65% do volume projetado. A previsão é produzir 1,9 bilhão de litros de etanol hidratado.

“Estamos no último terço da safra, que é o período mais sensível da produção. Este ano, tivemos um período bem seco, o que pode impactar de forma negativa a produtividade. Por outro lado, estamos com uma cana com maior teor de açúcar”, disse Campos.

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