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O valor das contratações das operações de crédito rural nos quatro primeiros meses da safra 2019/2020 (julho a outubro) foi de R$ 93,5 bilhões, representando alta de 6% na comparação com a safra passada (2018/2019). As operações de custeio somaram R$ 54,1 bilhões (+ 5%); investimento, R$ 23,2 bilhões (+16%); comercialização, R$ 9,9 bilhões (-22%); e as de industrialização, R$ 6,1 bilhões (+61%).

Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020, divulgado ontem pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

As contratações de crédito rural pelos médios produtores, no âmbito do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), tiveram acentuado aumento na atual safra em relação à anterior, atingindo R$ 12,58 bilhões no custeio (+33%) e R$ 1,27 bilhão no investimento (+41%).

Na agricultura familiar, esses financiamentos se situaram em R$ 7,97 bilhões no custeio (+12%) e R$ 6,69 bilhões (+25%) no investimento.

As operações de financiamento agropecuário com recursos livres, não controlados, tiveram acentuada expansão, passando de R$ 18 bilhões na safra passada, para R$ 21,24 bilhões na safra atual. Esse aumento é explicado pela contribuição dos recursos da poupança rural e da LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), cujo direcionamento obrigatório para o crédito faz parte do esforço de diversificação das fontes de financiamento agropecuário. A utilização de recursos da fonte LCA na atual safra atingiu R$ 12,24 bilhões, uma alta de 12%, sendo que nas contratações para custeio esse aumento foi de 28%, se situando em R$ 6,8 bilhões.

Investimentos em alta – De acordo com a SPA/Mapa, o aumento na demanda de recursos na atual safra, especialmente para investimentos, no âmbito dos programas do BNDES, administrados pelo Mapa, decorrem do nível de confiança do produtor rural e das perspectivas de mercado para a atual safra.

Os programas de investimento cujas contratações tiveram maior aumento foram o Inovagro – Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (+85%), o Programa ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (+60%) e o Moderagro – Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (+53%), além do PCA – Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (+51%). No agregado, os financiamentos de investimento aumentaram 16%, situando-se em R$ 23,22 bilhões. (Com informações do Mapa)