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Usina Coruripe prevê elevação de 22,4% no faturamento

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As quatro plantas produtivas da usina em Minas Gerais são responsáveis por dois terços do desempenho do grupo | Crédito: Divulgação

A estratégia de investir na renovação e expansão de canaviais e na modernização tecnológica, aliada à valorização do açúcar no mercado, está sendo essencial para que a Usina Coruripe, com sede em Coruripe (AL) e quatro unidades produtivas localizadas em Minas Gerais, obtenha resultados positivos.

A estimativa é de alcançar resultado recorde na safra 2020/21, que se encerra no dia 31 de março. O faturamento previsto é de aproximadamente R$ 3 bilhões, que, se alcançado, será 22,4% maior que os R$ 2,45 bilhões registrados na safra anterior. A previsão é de aumento de 220,4% no lucro líquido, saindo de R$ 92,35 milhões para R$ 295,9 milhões.

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As quatro unidades produtivas em Minas Gerais são responsáveis por dois terços dos resultados alcançados pelo grupo.

De acordo com o presidente da Coruripe, Mario Lorencatto, a estratégia adotada pela empresa foi importante para os resultados da safra atual e também irá proporcionar crescimento nos próximos anos.

“Nos últimos três anos, fizemos investimentos importantes na região do Triângulo, em Iturama e Campo Florido. A gente tem investido pesado na renovação e na expansão dos canaviais. Nesse período, também arrendamos cerca de 12 mil hectares em Limeira do Oeste. Fizemos investimentos na parte industrial de Campo Florido, ampliando a moagem de 3,6 milhões de toneladas de cana para 4,5 milhões de toneladas de cana. Nessa unidade, toda a cana é de terceiros, que, para atender a nossa demanda, expandiram as lavouras”, explica.

Dentre os investimentos feitos, a Coruripe aplicou de R$ 300 milhões a R$ 350 milhões nas unidades de Minas, incluindo aportes nas indústrias e nos canaviais.

Açúcar valorizado

Ainda segundo Lorencatto, além dos investimentos feitos pela Coruripe, nos últimos dois anos, os preços do açúcar para exportação tiveram uma valorização alta, chegando próxima a 50%.

Apesar de não ser o principal produto da Coruripe, o preço do etanol também valorizou, mas, diante do aumento da gasolina, manteve a paridade favorável, o que também contribui para os bons resultados.

Com todos os investimentos, a empresa está registrando resultados positivos. No balanço auditado, relativo aos três trimestres da safra 2020/21 (abril a dezembro de 2020), a Usina Coruripe registrou receita operacional líquida de R$ 2,15 bilhões, 46,3% a mais que o resultado no mesmo período da safra anterior (R$ 1,47 bilhão).

O lucro líquido chegou a R$ 370,9 milhões, enquanto, no mesmo período em 2019, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 40,8 milhões.

Somente de outubro a dezembro de 2020 (terceiro trimestre da safra 20/21), o lucro líquido foi de R$ 343 milhões, um crescimento de 13,43% sobre o registrado no trimestre anterior, auditado em setembro de 2020.

Para a safra atual, que já caminha para o fechamento, a meta é produzir 22,8 mil sacas de 50 quilos de açúcar, o que representa aumento de 12,6% em relação à safra encerrada em março do ano passado.

Quanto ao etanol, haverá uma redução de 5,5% no volume, caindo de 505,8 milhões de litros, em 2019/20, para 477,8 milhões de litros na safra atual. A produção de energia elétrica deve chegar a 755 MWh, um aumento de 5,7% sobre os 714 MWh gerados na safra anterior.

Futuro

Para as próximas safras, as estimativas são favoráveis. De acordo com o presidente da Coruripe, a tendência é de, pelo menos, mais duas safras remuneradoras.

“A safra que iniciaremos em abril já está toda precificada e, praticamente, toda voltada para a exportação. Para o etanol, não temos possibilidade de travar, mas estamos encontrando janelas muito positivas para exportar para a Ásia, com preços remuneradores. Na safra seguinte (2022/23), já estamos com metade da produção de açúcar precificada também. Por isso, acreditamos que teremos mais uns dois anos de bons resultados garantidos”, diz.

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