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Desembolsos do crédito rural para Minas Gerais crescem 12%

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Principal produto do agronegócio mineiro, o café foi a cultura que mais abocanhou recursos do crédito rural no mês passado: R$ 670,4 milhões | Crédito: Divulgação

Os desembolsos do crédito rural para Minas Gerais seguem apresentando resultados positivos. De julho a outubro, já foram liberados para os produtores do Estado R$ 11,65 bilhões, valor que está 12% superior aos R$ 10,41 bilhões registrados em igual período da safra passada.

Com esse total, Minas Gerais representa 13% do volume de crédito liberado para o setor agrícola e pecuário no País, que já soma R$ 92,31 bilhões, representando um aumento de 21% sobre o valor liberado em igual intervalo de 2019. Dentre as linhas, destaque para as de custeio e de investimento, que apresentam alta de 5% e 39%, respectivamente.

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De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ao todo, para a agricultura, foram desembolsados R$ 8 bilhões, aumento de 10% frente aos R$ 7,25 bilhões registrados entre julho e outubro de 2019. O número de contratos aprovados somou 36.328, ficando estável no confronto com o registrado anteriormente.

Para a pecuária, os desembolsos totalizam R$ 3,65 bilhões e estão 15% superiores. A aprovação de contratos cresceu 10%, alcançando 51.670 liberações.

Otimismo – De acordo com o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Bovo, o aumento da demanda pelos recursos do crédito rural mostra que os produtores estão otimistas e investindo.

“Se compararmos os desembolsos da safra 2020/21 com a 2019/20, vamos perceber que está havendo crescimento geral significativo. Isso é positivo e mostra que, realmente, o agricultor e o pecuarista de Minas não desanimaram pela situação de pandemia, até porque estamos com bons resultados. Tivemos uma safra recorde de grãos, safra alta de café, demanda aquecida pelas proteínas animais e seguimos com VBP alto. Tudo isso acaba estimulando o produtor a manter o nível de investimentos na produção”, explicou.

Bovo destaca ainda que existe uma concentração maior de recursos na linha de custeio, que é voltada para as despesas e cuidados gerais com a lavoura. Além disso, a demanda pela linha de investimento também está maior no Estado.

“Essa maior demanda tem dois fatores positivos. O primeiro é o otimismo pelos preços estarem atrativos. Os preços do café, mesmo em ano de safra alta, estão espetaculares. Os valores da soja, milho e carnes também estão valorizados, o que estimula o produtor a investir. A perspectiva de mercado é otimista e a demanda por alimentos no mundo tende a crescer. Outro fator é a necessidade do produtor ter capital de giro e se capitalizar para investir”, destacou.

Procura por linha de custeio avança

Em relação às linhas de crédito rural no Estado, um dos destaques é a de custeio, que concentra a maior parte dos recursos liberados. Os desembolsos para o Estado já somam R$ 6,24 bilhões e estão 5% maiores que os R$ 5,94 bilhões registrados em igual período do ano-safra anterior. Ao todo, foram aprovados 34.612 contratos, queda de 2%.

Na agricultura, foi verificada queda de 1% na demanda pelos recursos da linha de custeio, fazendo com que o desembolso ficasse em R$ 4,37 bilhões. A aprovação de pedidos chegou a 20.012 contratos, 9% menor.

Somente em outubro deste ano, a cultura que demandou maior volume de crédito foi o café, com um total de R$ 670,4 milhões. Já para a cultura do milho, o valor chegou a R$ 110,17 milhões, seguido pela soja, com R$ 104,52 milhões, cana-de-açúcar, R$ 45,13 milhões, e feijão, R$ 25,76 milhões.

Já na pecuária, foi registrado aumento de 22% na demanda pelos recursos da linha de custeio. Entre julho e outubro, o setor foi responsável pela tomada de R$ 1,87 bilhão em recursos para custeio da produção. Foram aprovados 14.600 contratos, volume 11% maior.

Em outubro, a maior demanda veio da produção de bovinos, cujos desembolsos somaram R$ 391,99 milhões. Para suínos, foram liberados R$ 33,86 milhões. A avicultura ficou com R$ 28,57 milhões e a piscicultura, com R$ 930 mil.

A linha de investimentos também apresentou alta nos desembolsos. De julho a outubro, os produtores rurais do Estado demandaram R$ 3,07 bilhões, valor que está 39% maior que os R$ 2,21 bilhões liberados em igual período de 2019. Foram aprovados 52.600 contratos, 13% a mais.

Para a agricultura, os recursos da linha de investimento somaram R$ 1,62 bilhão, aumento de 53%. A aprovação de contratos cresceu 20% e encerrou o período em 15.701 unidades.

Na pecuária, foi observada alta de 26% nas liberações, que chegaram a R$ 1,45 bilhão. Também houve aumento no número de contratos para investimento, 10%, somando 36.899 aprovações.

A linha de comercialização apresentou alta de 1% na demanda estadual. De julho a outubro, os desembolsos somaram R$ 2 bilhões. Na agricultura, as liberações ficaram 12% maiores e alcançaram R$ 1,74 bilhão. Foram aprovados 575 contratos, variação negativa de 44%.

Na pecuária, a procura pelos recursos da linha de comercialização caiu 39% e encerrou o período em R$ 260 milhões. A retração na liberação de contratos foi de 46%, somando 155 unidades aprovadas.

Crédito Rural

Total de recursos liberados entre julho e outubro de 2020 e variação frente a igual período do ano anterior:
Minas Gerais: R$ 11,65 bilhões – 12% de aumento
Agricultura: R$ 8 bilhões –10% de aumento
Pecuária: R$ 3,65 bilhões – 15% de aumento

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