Crédito: REUTERS/Inaê Riveras

Os desembolsos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para Minas Gerais somaram R$ 22,76 bilhões nos primeiros 11 meses da safra 2019/20. O volume liberado para os produtores rurais do Estado está 17% superior ao registrado entre julho 2018 e maio de 2019.

No País, a demanda pelos recursos cresceu 11% e já soma R$ 173,99 bilhões. Minas Gerais responde por 13% do valor desembolsado no Brasil.

Ao longo dos primeiros 11 meses da safra, foi verificada elevação de 2% na aprovação de contratos para acesso ao crédito no Estado, somando 202.408 aprovações.

Do montante total de R$ 22,76 bilhões desembolsados, a maior parte foi demandada para aplicação na atividade agrícola. Ao todo, foram desembolsados para este setor R$ 14,55 bilhões, um avanço de 13% frente aos R$ 12,88 bilhões registrados em igual período da safra anterior. A aprovação de contratos alcançou 82.733, volume 1% menor.

Para a atividade pecuária, foram liberados R$ 8,2 bilhões em crédito, volume 24% superior quando comparado com o valor disponibilizado no mesmo período da safra 2018/19, quando os desembolsos somaram R$ 6,6 bilhões. O número de contratos cresceu 4% e encerrou maio com 119.675 aprovações.

A linha de custeio foi a que mais demandou recursos do plano agrícola. De julho de 2019 a maio de 2020, foram liberados R$ 12,71 bilhões para a linha, o que representou um aumento de 15% quando comparado com os R$ 11,03 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. O número de contratos aprovados para a linha de custeio ficou estável em 86.793.

A agricultura foi a principal demandadora dos recursos. No acumulado do ano-safra até maio, foram liberados R$ 8,32 bilhões, elevação de 13% frente a igual período do ano-safra anterior, quando os valores movimentados eram de R$ 7,34 bilhões. A aprovação de contratos chegou a 49.360 e ficou estável.

Em maio, os maiores desembolsos foram voltados para a produção de soja, R$ 315,89 milhões, café (R$ 165,99 milhões), milho (R$ 48,43 milhões), alho (R$ 30,25 milhões) e cana-de-açúcar (R$ 18,03 milhões).

Em relação aos desembolsos da linha de custeio para a pecuária, houve um aumento de 19% na demanda, somando R$ 4,39 bilhões. A aprovação de contratos recuou 1% e encerrou o intervalo em 37.433 liberações.

Ao longo de maio, a maior parte dos recursos foi voltada para a produção de bovinos, com o valor de R$ 411,15 milhões desembolsados. Para suínos, foram liberados R$ 24,49 milhões em crédito, e avicultura, R$ 23,78 milhões.

Investimentos – A busca pelos recursos da linha de investimentos cresceu 32% e encerrou os primeiros 11 meses da safra 2019/20 em R$ 5,58 bilhões. Para a agricultura foram aprovados 31.741 contratos, que somaram R$ 2,88 bilhões em crédito liberado. O crescimento na aprovação de contratos foi de 1% e nos desembolsos para investimento na agricultura, de 20%.

Na pecuária, a demanda subiu 48% e chegou a um desembolso de R$ 2,7 bilhões. Foram aprovados, no período, 81.334 contratos, uma expansão de 6%.

Já a linha de comercialização apresentou queda nos valores desembolsados. Para o Estado, a retração foi de 11%, com os recursos liberados somando R$ 3,61 bilhões. O número de contratos ficou 33% menor e encerrou o intervalo em 2.417.

Para a aplicação na agricultura, foram destinados R$ 2,72 bilhões, variação negativa de 10% frente aos R$ 3,04 bilhões liberados em igual período do ano-safra anterior. Foram aprovados 1.565 contratos, 42% a menos.

Na pecuária, a demanda pelos recursos do crédito rural caiu 13% na linha e somou R$ 890 milhões. Foram aprovados 852 contratos, o que representou uma queda de 2%.