Na edição deste ano, participaram produtores de 17 municípios de Minas, com 471 amostras | Crédito: Divulgação / Emater-MG

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) divulgou ontem a relação dos vencedores do XIX Concurso de Qualidade dos Cafés das Matas de Minas – Região de Muriaé. Neste ano, participaram produtores de 17 municípios, com 471 amostras inscritas.

O concurso foi dividido em três categorias:  Café Natural Terras Baixas (com altitude inferior a 900 metros), Café Natural Terras Altas (acima de 900 metros) e Café Cereja Descascado.  As amostras passaram por análises físicas e sensoriais, de acordo com a metodologia da Associação de Cafés Especiais (SCA). As avaliações foram feitas por técnicos da Emater-MG e por especialistas em degustação de café.

Na categoria Café Natural Terras Baixas, o vencedor foi Fagner Alves dos Santos, do município de Muriaé. Já nas outras duas categorias, os campeões foram do município de Divino. Na categoria Café Natural Terras Altas, o primeiro lugar ficou com a produtora Marlete Henrique Domiciano, que também obteve a maior nota geral entre todos os participantes do concurso. Já o produtor Anderson Domingos da Silva foi o campeão na categoria Café Cereja Descascado.

De acordo com Robério de Oliveira Torres, técnico da Emater-MG e integrante da comissão organizadora, o concurso permite que os produtores conheçam melhor o próprio café que cultivam. Antigamente, na hora da venda, muitos recebiam uma avaliação inferior, considerada de baixa qualidade, o chamado café “bebida rio”. 

Cafés especiais – O concurso de 2020, por exemplo, mostra que todos os primeiros colocados produzem um café “bebida mole” ou “extremamente mole”, que tem suavidade e doçuras muito marcantes, além de extremamente agradáveis ao paladar.  Todos são considerados cafés especiais, pois receberam acima de 80 pontos na metodologia da SCA.

“Há 19 anos, quando iniciamos o concurso, os cafeicultores vendiam seus cafés como ‘bebida rio’, com preços menores, apesar de muitos já produzirem cafés de qualidade.  O concurso provou a qualidade desses cafés e os agricultores da região têm hoje mercado para seus cafés especiais. Prova disso é que eles têm vencido, por vários anos, o Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais”, afirma Robério Torres.

A cafeicultura das Matas de Minas é basicamente em montanhas, no sistema familiar e em pequenas propriedades. Todos os vencedores do concurso da região de Muriaé contam com assistência técnica da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Além de troféus, os primeiros colocados receberam prêmios dos patrocinadores, como conjuntos derriçadores, TVs e pulverizadores elétricos. Este ano, por causa da pandemia, não houve solenidade de premiação. (Com informações da Emater-MG)

Vencedores – Região de Muriaé

Categoria Natural Terras Baixas (<900 m)
1º lugar: Fagner Alves dos Santos / Município – Muriaé
2º lugar: Cloves Alves dos Santos / Município – Muriaé
3º lugar: Renato Losque Volpato / Município – Antônio Prado de Minas

Categoria Natural Terras Altas (> 900 m)
1º lugar: Marlete Henrique Domiciano / Município – Divino
2º lugar: José Alexandre de Abreu Lacerda / Município – Espera Feliz
3º lugar: Bruno Campos Ferreira / Município – Espera Feliz

Categoria Cereja Descascado
1º lugar: Anderson Domingos da Silva / Município – Divino
2º lugar: José de Oliveira Sobrinho / Município – Carangola
3º lugar: Antônio Cezar Júnior / Município – Espera Feliz