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Agronegócio
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Pequim – O Ministério de Comércio da China informou ontem que companhias chinesas pararam de comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos (EUA) e que a China não descarta impor tarifas a esses bens norte-americanos comprados após 3 de agosto.

O movimento representa o último de uma escalada na guerra comercial entre EUA e China e vem depois de o país asiático permitir que o iuan enfraquecesse e rompesse o nível chave de 7 por dólar pela primeira vez em mais de uma década.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, na quinta-feira (1º), que Pequim não cumpriu sua promessa de adquirir grandes volumes de produtos agrícolas dos EUA, prometendo impor novas tarifas em cerca de US$ 300 bilhões em bens chineses e encerrando abruptamente uma trégua na guerra comercial sino-americana.

A emissora de televisão estatal da China, CCTV, reportou que uma autoridade da Comissão de Desenvolvimento e Reforma Nacional da China (NDRC, na sigla em inglês) teria dito que as acusações de Trump eram “infundadas”.

A China é a maior compradora mundial de soja, cultivo de exportação de maior valor dos EUA. O governo Trump já divulgou planos de gastar até US$ 28 bilhões para compensar agricultores norte-americanos, importante setor de apoio eleitoral a Trump, pela receita perdida devido às disputas comerciais.

“As empresas chinesas relacionadas suspenderam compras de produtos agrícolas norte-americanos”, disse o ministério em um comunicado publicado em seu website logo após a meia-noite de ontem em Pequim, já na terça-feira.

A pasta não divulgou o valor das importações agrícolas provenientes dos EUA que podem estar sujeitas às novas tarifas. O órgão afirmou que espera que os EUA mantenham sua promessa e criem as “condições necessárias” para cooperação bilateral.

Comércio – A China adquiriu 130 mil toneladas de soja, 120 mil toneladas de sorgo, 60 mil toneladas de trigo, 40 mil toneladas de carne suína e 25 mil toneladas de algodão dos EUA entre 19 de julho e 2 de agosto, segundo a autoridade do NDRC.

De acordo com a CCTV, o secretário-geral do NDRC, Cong Liang, afirmou que a China está honrando os acordos assinados anteriormente para a importação de soja dos EUA, notando que 2,27 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana foram embarcadas para a China em julho, desde que Trump se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a cúpula do G-20, ocorrida no final de junho, em Osaka, no Japão.

Dados semanais divulgados pelos EUA confirmaram em 1º de agosto a primeira nova venda de soja do país para a China desde junho, de 68 mil toneladas da safra que será colhida neste outono (do Hemisfério Norte). Vendas adicionais até 1º de agosto poderão ser registradas no próximo relatório governamental de exportações, previsto para quinta-feira.

Dois milhões de toneladas de soja dos EUA com destino à China serão carregadas em agosto, seguidas por outras 300 mil toneladas em setembro, disse Cong.
Entretanto, o Departamento de Agricultura dos EUA (Usda, na sigla em inglês) afirmou que menos de 600 mil toneladas de soja foram inspecionadas para exportação à China na semana finalizada em 1º de agosto, menos que na semana anterior.

Em e-mail em resposta ao comunicado do Ministério de Comércio chinês, o Conselho Nacional de Produtores de Porcos dos EUA reiterou a importância de se encerrar a disputa comercial com a China, para que os produtores de suínos norte-americanos possam voltar a ter um acesso competitivo. (Reuters)

Brasil deve ficar neutro em meio à guerra

São Paulo – A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou ontem que o Brasil deve permanecer neutro na guerra comercial entre Estados Unidos (EUA) e China, buscando que seus produtos agrícolas estejam no maior número possível de mercados.

Em entrevista coletiva, Tereza disse que enquanto as duas maiores economias do mundo discutem suas diferenças, o Brasil buscará manter boas relações e fluxos comerciais com ambos.

“Eu digo que o Brasil, embora eu não seja ministra das Relações Exteriores, deve se manter fora dessa briga”, destacou ela em resposta a uma questão da Reuters.

“Os EUA são um competidor na venda de produtos agrícolas à China. A China é um grande parceiro comercial. O Brasil possui produtos que podem ser vendidos a ambos os mercados”, afirmou Tereza.

A ministra classificou EUA e China como “negociadores duros” e se recusou a prever um resultado das conversas entre os países. Ela também disse que o Brasil não seria capaz de substituir totalmente os EUA como fornecedor de alimentos à China.

“Ainda é cedo para fazer projeções”, disse ela em relação às possíveis alterações na demanda por conta da guerra comercial.

Segundo Cristina, o Brasil está monitorando as negociações para avaliar como o resultado pode afetar o País no cenário global do agronegócio.

A produção excedente brasileira alimenta 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com a ministra, e o País continuará negociando acesso a novos mercados. Tereza Cristina informou que, nas próximas semanas, deve viajar ao Oriente Médio, EUA e Canadá para discutir comércio agrícola. (Reuters)

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