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Agronegócio

Demanda em MG por crédito rural registra crescimento de 49%

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Cultura do café representou a segunda com maior demanda por crédito de custeio no Estado - Crédito:Amanda Perobelli / Reuters

No primeiro mês da safra 2019/20, o crédito rural disponibilizado para os produtores rurais de Minas Gerais somou R$ 1,84 bilhão, aumento de 49% frente aos R$ 1,23 bilhão liberados em julho de 2018. Com a aproximação do período de plantio da nova safra, a maior parte dos recursos foi da linha de custeio, que tem como função cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos. Os recursos são do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que destinará R$ 225,59 bilhões para o financiamento das atividades agrícola e pecuária em todo o País na safra atual.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), os desembolsos do crédito agrícola e pecuário somaram R$ 1,84 bilhão em julho de 2019, com a aprovação de 14.669 contratos, uma variação positiva de 4% no número de propostas aceitas. Com o resultado, Minas Gerais respondeu por 11% do volume total de recursos liberados no primeiro mês da safra 2019/20 do País, que foi de R$ 16,39 bilhões.

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A maior parte dos recursos disponibilizados para o Estado foi para aplicação na agricultura.

Os dados mostram que foram desembolsados R$ 1,2 bilhão para o setor, montante 46% superior aos R$ 830 milhões registrados em igual período do ano-safra anterior. Somente para a agricultura, foram aprovados 5.282 contratos, ante os 4.693 liberados na safra passada, o que representa um crescimento de 13%. Na pecuária, a demanda pelo crédito subiu 56% e somou R$ 640 milhões. No período, foram aprovados 9.387 contratos, volume que ficou estável.

Linhas de financiamento – Os produtores do Estado estão se preparando para o início do plantio da safra 2019/20 e, com isso, a demanda pelos recursos da linha de custeio foi o destaque do período. Os dados da Seapa mostram que foram liberados R$ 1,15 bilhão de crédito de custeio em julho, um aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os desembolsos da linha de custeio somaram R$ 830 milhões. Ao todo, foram aprovados 4.886 pedidos de crédito, volume 22% superior.

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Creuma Damásio Viana Azevedo, as modificações feitas no PAP para priorizar os pequenos e médios produtores foram importantes para ampliar o acesso ao crédito. Dentre as medidas adotadas está a manutenção dos juros.




“Esse crescimento observado na linha de custeio se deu também pela unificação do Plano Safra, que deu prioridade aos pequenos e médios produtores rurais. Com isso, tivemos um aumento da demanda pelo crédito de custeio no Pronaf, alta de 21%, e no Pronamp, 28,5%, o que também elevou o número de contratos”, explicou Creuma.

O crédito destinado ao custeio da agricultura cresceu 47% e encerrou o período em R$ 850 milhões. Ao todo, foram aprovados 2.529 contratos na agricultura, variação positiva de 28%.

Dentre os produtos, a maior demanda, em julho, foi da cultura da soja, cujos valores somaram R$ 273,38 milhões, seguida pelo café (R$ 203,66 milhões), milho (R$ 68,36 milhões) e cana-de-açúcar (R$ 32,31 milhões).

Para a pecuária, os desembolsos da linha de custeio chegaram a R$ 310 milhões, aumento de 22%. O número de contratos cresceu 17%, com a aprovação de 2.357 pedidos de crédito. Na atividade, os maiores desembolsos da linha de custeio foram para bovinos (R$ 265,2 milhões), suínos (R$ 14,46 milhões) e avicultura (R$ 14,21 milhões).

Os valores de crédito liberados para a linha de comercialização também ficaram maiores em julho, quando comparado com igual período do ano passado. De acordo com o levantamento, foram desembolsados R$ 290 milhões para a modalidade, aumento de 117% sobre os R$ 140 milhões registrados em julho de 2018. A aprovação de contratos da linha de comercialização cresceu 11%, somando 263 liberações, ante 236 realizadas em julho do ano anterior.

Para a agricultura, foram liberados R$ 120 milhões, alta de 12%, com a aprovação de 169 contratos, volume 5% maior. Já na pecuária, o crédito de comercialização cresceu 491%, com a liberação de R$ 180 milhões. A aprovação de contratos chegou a 94, número 25% maior.




Investimentos – Na linha de investimentos, a demanda por parte dos produtores rurais do Estado cresceu 23%, com a liberação de R$ 330 milhões, frente aos R$ 270 milhões observados anteriormente. A aprovação de contratos ficou 3% menor e encerrou o período em 9.503.

Para a linha de investimentos na agricultura, os desembolsos somaram R$ 170 milhões, 21% superior. Foram aprovados 2.579 contratos, variação positiva de 1%. Para a pecuária, os recursos somaram R$ 150 milhões, alta de 25%. Os contratos aprovados para o setor, 6.924, caíram 5%.

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