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Estudo traça panorama para exportações do agronegócio

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cafeicultura
Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

A comercialização de produtos agropecuários produzidos em Minas Gerais com o mundo é importante para garantir mercado aos produtores e, na maioria das vezes, melhor remuneração. Há 12 anos, a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) produz o estudo “Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais”, que tem o objetivo de reunir informações e servir de base para o planejamento dos produtores.

As exportações do agronegócio mineiro movimentaram, em 2019, US$ 7,86 bilhões. Os principais produtos exportados foram o café e a soja. Minas Gerais ocupou o 5º lugar do ranking brasileiro das vendas internacionais do agronegócio e representou 8% do total nacional.

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De acordo com a secretária de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Soares Valentini, a realização do estudo é importante e ajuda os produtores a planejar a safra e a identificar opções de comercialização.

“Todos nós sempre temos na mente que a ideia de exportar é o melhor caminho. Quando exportamos, temos contratos garantidos e a remuneração, na maioria das vezes, é melhor. Então todo produtor quer exportar e vender bem os produtos. Nos últimos tempos, tivemos a abertura de vários mercados internacionais para os produtos agropecuários de Minas e do País. Isso tem garantido muito dinamismo ao setor. O estudo ajuda muito, já que ele traz para o produtor uma análise e uma visão do todo das exportações do setor agropecuário estadual para que as pessoas façam seus planejamentos, considerando o panorama”, explicou Ana Valentini.

Ainda segundo a secretária de Agricultura, em tempos de pandemia de Covid-19, a produção de alimentos tornou-se uma questão de preocupação. Foram enfrentadas muitas dificuldades de comercialização no início, mas o setor superou e segue firme.

Negócio fundamental – O subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, João Ricardo Albanez, afirma que as exportações do setor são muito importantes para dar uma destinação à produção e ajudar o produtor a ter um rendimento financeiro maior.

“Grande parte da nossa produção é exportada. Para se ter ideia, no acumulado deste ano até outubro, exportamos 72% da produção de soja em grãos, que somou na safra 6,1 milhões de toneladas. É um volume muito significativo, já que a maior parte da produção é exportada. No caso do milho, os embarques são menores que os da soja, porém, de uma safra colhida de em torno de 8 milhões de toneladas, exportamos 3%”, disse.

Ainda segundo Albanez, cerca de 67% da produção de açúcar é exportada. No setor de carnes, os embarques de carne bovina representam 22% da produção, de frango, 9%, e de suínos, 4%. Já no café, em torno de 64% da produção foi exportada no acumulado de janeiro a outubro de 2020.

“O mercado internacional é essencial para o setor agropecuário de Minas Gerais. Por isso, é importante conhecer os clientes, a evolução e a forma como estamos vendendo. O resultado dessa comercialização com o exterior é benéfico para a economia estadual. Este ano, até outubro, foram US$ 7,1 bilhões movimentados e 45% do saldo da balança comercial mineira é do agro”, destacou Albanez.

Grande parte das compras da China, principal parceiro de Minas em 2019, foi de soja | Crédito: Jonas Oliveira

Produtos do agronegócio estadual são enviados para 172 países

A 12ª edição do “Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais” apresentou os principais dados das exportações do agronegócio mineiro em 2019. De acordo com o levantamento, no ano passado, os produtos do agronegócio de Minas foram comercializados com 172 países, gerando uma receita de US$ 7,86 bilhões.

Os principais produtos exportados foram o café (US$ 3,5 bilhões), o grupo da soja (US$ 1,44 bilhão), carnes (US$ 1,0 bilhão), complexo sucroalcooleiro (US$ 710 milhões) e produtos florestais (US$ 657 milhões).  A pauta exportadora do agronegócio de Minas Gerais é liderada pelo café, que representou 44,6% das vendas em 2019. Com o resultado, o Estado ocupou o 5º lugar do ranking brasileiro das vendas do agronegócio e representou 8% das vendas do País, que somaram US$ 96,81 bilhões.

Dentre as regiões do Estado, o Sul de Minas destacou-se como o maior exportador (US$ 2,79 bilhões), seguido do Triângulo Mineiro (US$ 2,01 bilhões), Rio Doce (US$ 678,76 milhões), Zona da Mata (US$ 547,89 milhões) e Central (US$ 480,55 milhões).

Ao longo de 2019, a China foi o principal parceiro comercial. As negociações com o país movimentaram US$ 1,93 bilhão, respondendo por 24,7% do valor total exportado pelo setor. Os principais produtos comprados pela China foram a soja (47%), carne bovina (29%), celulose (11%) e carne de frango (5%).

Em segundo lugar, com participação de 11,5%, estão os Estados Unidos, cujos embarques somaram US$ 904 milhões. O café representou 81% das compras do país norte-americano junto a Minas Gerais.

A Alemanha ficou com 9,9% da participação, com uma receita gerada com as negociações de US$ 781 milhões. Os principais produtos comprados foram café (86,6%) e celulose (10%).

Em seguida veio a Itália, com faturamento de US$ 448 milhões e 5,7% de representação dos embarques mineiros do agronegócio. A principal demanda é pelo café (78%), seguido por celulose (17%) e carne bovina (2%).

A receita gerada pelos embarques feitos para o Japão somou US$ 412 milhões, 5,2% do total. O café representou 73% das compras japonesas, seguido pela celulose (21%).

Diversificação histórica – Em 2019, a pauta exportadora do agronegócio mineiro registrou a maior diversificação da série histórica, contabilizando 601 produtos diferentes comercializados. Houve crescimento de 12,76% na pauta exportadora do agronegócio de Minas Gerais na comparação entre 2010 e 2019.

“A ideia é que este estudo possa, realmente, oferecer um panorama do comércio exterior do agronegócio de Minas. Com ele, queremos mostrar como está sendo a interação do Estado com o mundo. Que ele possa subsidiar os setores, tanto público como privado, com um arsenal de informações que permitam a formulação de políticas públicas, como também auxiliar o setor privado na tomada de decisões e fechamento de negócios com o mercado externo”, disse a assessora técnica da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira.

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