Crédito: Felipe Rosa/Embrapa

O 6º Congresso Brasileiro de Heveicultura teve início, na terça-feira (22), no auditório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em Belo Horizonte. O evento, que acontece pela primeira vez em Minas Gerais, tem como objetivo identificar os desafios, propor e encaminhar soluções para o setor produtivo de borracha natural no País.

O pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e presidente desta edição do Congresso, Antônio de Pádua, explica que o momento atual é de retração na produção da seringueira e no consumo de borracha natural no Brasil e no mundo. O cenário futuro, porém, de acordo com as projeções do economista holandês Hidde Smit, aponta para um déficit de borracha natural no final da próxima década, com consequente recuperação dos preços desta matéria-prima. Outra vantagem, apontada pelo pesquisador, é o potencial da seringueira na recuperação de áreas degradadas.

Atualmente, a Ásia responde por 91% da borracha natural produzida no mundo. O Brasil, embora seja um centro de origem e diversidade genética da seringueira, produz um terço da borracha que é consumida no País, o que corresponde a 1,4% da produção mundial (192 mil toneladas por ano).

“Minas Gerais foi o estado que mais plantou seringueira nos últimos dez anos e possui entre 16 e 17 mil hectares plantados em diversos níveis de altitude. A seringueira está apta a ser plantada em todo nosso Estado, com algumas restrições na região Norte”, informa Antônio de Pádua, completando que a cultura precisa ser incentivada entre os pequenos produtores mineiros. “Na Ásia, a produção está concentrada nos miniprodutores, sendo que na Índia há vários microprodutores de fundo de quintal muito bem organizados”.

A presidente da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares, participou da abertura do evento e destacou o papel da pesquisa na recuperação da relevância da seringueira na agricultura e na economia mundial. (Com informações da Seapa)