Ao todo, serão 600 expositores da agricultura familiar na feira em Belo Horizonte este ano, o dobro da edição passada - Crédito: Iaçanã Woyames

A demanda aquecida e o reconhecimento da qualidade dos produtos da agricultura familiar foram fatores que provocaram o crescimento da Feira de Agricultura Familiar de Minas Gerais (Agriminas). A 13ª edição do evento, que será de 7 a 11 de agosto, ocorrerá, pela primeira vez, no Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), em Belo Horizonte.

Com cerca de 600 expositores, a expectativa da organização é de movimentar em negócios entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, valor que vai superar em pelo menos 60% os R$ 5 milhões registrados na edição anterior.

De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) e idealizador da Agriminas, Vilson Luiz da Silva, nos últimos anos, a demanda pelos produtos da agricultura familiar cresceu substancialmente e, por isso, houve a mudança do local da feira, que, até o ano passado, era realizada na Serraria Souza Pinto.

Com a alteração do local, o número de expositores passou de 300 para 600. A solicitação por parte dos produtores para participar do evento é crescente, o que também contribuiu para a expansão.

“Estamos muito otimistas com a Agriminas. Os consumidores reconhecem a qualidade dos produtos da agricultura familiar e, por isso, mudamos o local do evento. Com o espaço maior, teremos mais famílias expondo e comercializando os produtos. Além da qualidade diferenciada e da grande variedade, os produtos da agricultura familiar são mais saudáveis, seguros, e a população tem buscado por isso”, disse Silva.

Oportunidade de negócios – A projeção é de que o evento receba cerca de 100 mil visitantes, entre consumidores, agricultores, técnicos, estudantes e lideranças rurais. Também é esperada a visitação de empresários do setor de supermercados e comércios especializados, que terão a opção de negociar a aquisição dos itens da agricultura familiar direto com os produtores.

“A Agriminas é uma vitrine para os produtos da agricultura familiar. O evento é importante para estimular as negociações dos produtores rurais direto com os consumidores e para a realização de negócios com supermercados, sacolões e lojas especializadas, por exemplo. É uma forma de agregar valor e colocar produtos regionais e de qualidade no mercado final”, explicou Silva.

Com a ampliação da feira, a movimentação financeira deve variar entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões em negócios. Na edição anterior, o faturamento ficou próximo a R$ 5 milhões.

De acordo com Silva, além das vendas diretas, vários negócios são concretizados também no pós-feira.

A organização da feira disponibiliza hospedagem e alimentação gratuitamente para todos os expositores. Os agricultores familiares não têm nenhum custo para expor na feira.

“Oferecemos todo o suporte que o agricultor familiar precisa para participar da feira. A Agriminas tira o pequeno agricultor familiar da invisibilidade. É uma oportunidade para que ele possa ampliar a sua área de atuação, fazendo novos contatos e parcerias comerciais. Diversos expositores fecham negócios na feira e tornam-se fornecedores de mercados e sacolões”, disse Silva.

Capacitação – Além da comercialização de produtos, a feira também é um espaço de aprendizado, capacitação e atualização dos produtores. Durante a Agriminas, serão realizadas diversas palestras com temas importantes para o setor produtivo, como as tecnologias disponibilizadas, a instalação e uso da produção de energia solar no campo, industrialização do leite, como negociar os produtos com supermercados, entre outros assuntos.

“Nosso intuito não é só vender. É levar para os expositores informações e a conscientização de que é necessário produzir conforme a demanda do mercado, com qualidade e variedade”, destacou.

Uma das novidades do evento é o estande da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), onde técnicos irão orientar os produtores rurais sobre diversos temas, incluindo a agroecologia, hortifrutigranjeiros, cooperativismo, cafeicultura, agroindústria e boas práticas, bovinocultura de leite e avicultura caipira.