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Exportações do agronegócio de Minas batem recorde trimestral

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Com 54,9% de participação no valor nas exportações do agronegócio mineiro, o faturamento do café avançou 21,7% | Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

As exportações do agronegócio de Minas Gerais registraram alta de 15,2% em faturamento ao longo dos primeiros três meses de 2021 frente a igual período do ano anterior, movimentando US$ 2,02 bilhões. Esse foi o melhor resultado da série histórica para o período.

No mesmo intervalo, o volume embarcado ficou praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,3%. O café foi o principal destaque. A exportação do grão cresceu 21,7% em faturamento e 24,4% em volume.

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Os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) mostram que, ao longo do primeiro trimestre, foram embarcadas 2,11 milhões de toneladas de produtos agrícolas e pecuários produzidos em Minas Gerais.

O volume ficou apenas 0,3% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2020, quando os embarques movimentaram 2,12 mil toneladas. Além disso, com a demanda mundial aquecida, houve uma valorização do preço médio da tonelada, que atingiu US$ 959,57, alta de 16%.

De acordo com a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira, a demanda mundial aquecida, o real desvalorizado frente ao dólar e a valorização das principais commodities estimularam as exportações do agronegócio mineiro. 

O primeiro trimestre de 2021 foi o melhor da série histórica para o período. É interessante porque desde o ano passado os resultados vêm batendo vários recordes, mas sempre esbarrando com 2011, que foi o melhor ano para o setor. Neste primeiro trimestre, a exportação conseguiu superar. O resultado foi impulsionado pelo mês de março, que sozinho movimentou US$ 886 milhões, o melhor da série histórica para o mês. Em março, além do comportamento das commodities, em relação a fevereiro e janeiro, o mês é mais longo e tem menos feriados, o que favorece. Em relação a março de 2020, houve um incremento de 23% na receita das exportações”, explicou Manoela.

O café foi o principal destaque. As exportações do grão foram responsáveis por um faturamento de US$ 1,11 bilhão, valor 21,7% maior que os US$ 914,9 milhões registrados anteriormente. Com o resultado, somente os embarques do café responderam por 54,9% das exportações do agronegócio mineiro.

Em relação ao volume, foram embarcadas 489,2 mil toneladas de café, variação positiva de 24,4% frente às 393,1 mil toneladas registradas no primeiro trimestre de 2020.

De acordo com os dados da Seapa, os incrementos significativos nos embarques e nas exportações do café se devem à maior demanda do mercado internacional. Além disso, a China, que ocupa o 19º posto no ranking de principais destinos do café mineiro, ampliou em 84% a aquisição do produto. Houve ainda a conquista de novos mercados, como Costa Rica, Quênia, Geórgia, Barein, Uzbequistão e Cazaquistão.

“A alta nos embarques é resultado da bienalidade positiva de 2020, quando os contratos foram fechados e agora o café está sendo entregue. Além disso, estamos ampliando o mercado. Em março, a China aumentou em 84% as compras de café, apesar de não ser um dos principais parceiros, o país vem aumentando as compras. No período, somente a China comprou 4 mil toneladas ou 650 mil sacas de café”, explicou.  

Outros destaques das exportações do agronegócio mineiro

Assim como visto no café, resultado positivo também foi verificado na exportação do grupo de carnes, que respondeu por 10,9% das exportações do setor. No grupo foi verificado aumento de 11,8% no faturamento (US$ 221,7 milhões) e de 26,4% no volume, que somou 75,6 mil toneladas.

Os embarques de carne bovina cresceram 7,5% em valor, que ficou em US$ 160,1 milhões. Foram exportadas 36,7 mil toneladas, volume 9,1% maior que o exportado anteriormente.

A exportação de carne de frango cresceu 31,9% em receita, que alcançou US$ 51,1 milhões. O volume embarcado, 33,9 mil toneladas, cresceu 59,6%.

Já a comercialização de carne suína com o mercado externo ficou menor. Foram exportadas 4,1 mil toneladas, queda de 2,7%. O faturamento recuou 3,5%, encerrando o período em US$ 7,9 milhões.

Entre janeiro e março, as exportações do complexo sucroalcooleiro subiram 11,5% em faturamento e 7,8% em volume, gerando uma receita de US$ 154,5 milhões e embarque de 504,5 mil toneladas.

Já os embarques de soja retraíram. A queda no faturamento foi de 8,9% com a movimentação de US$ 259,4 milhões. Foram embarcadas 601,2 mil toneladas, queda de 21,2%.

De acordo com a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira, o atraso no plantio e, consequentemente, na colheita são fatores que explicam a queda na exportação, já que a oferta da oleaginosa está restrita desde o ano passado. “A tendência é de recuperação dos embarques ao longo dos próximos meses”, ponderou. 

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