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Agronegócio

Exportações do agronegócio de Minas ficam estáveis em valor

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As exportações de café cresceram, em faturamento, 31,3% no período, mas não impediram o impacto gerado no resultado pela queda da soja - Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 4,4 bilhões nos primeiros sete meses do ano, valor que ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, com pequena variação negativa de 0,1%. Em relação ao volume, foi observada retração de 8,8%, com o embarque de 5,64 milhões de toneladas de produtos da agricultura e pecuária. No período, o café manteve os resultados positivos, porém, os embarques do grupo da soja recuaram. Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

Segundo o levantamento, o café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio estadual, apresentou alta de 31,3% no valor embarcado, encerrando os primeiros sete meses de 2019 com faturamento de US$ 1,99 bilhão. Em volume, o aumento foi de 60,2%, sendo destinadas ao mercado internacional 925,6 mil toneladas de café. O produto é responsável por 45,1% dos embarques do setor.

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No período, a tonelada de café foi negociada a US$ 2.158, variação negativa de 18% frente ao valor de US$ 2.633 praticado em igual intervalo de 2018.

Soja desaponta – Outro importante produto, o complexo soja encerrou o intervalo com queda, o que contribuiu para a estagnação das exportações do setor, uma vez que a oleaginosa responde por 19,9% dos embarques do agronegócio estadual.

De acordo com os dados, as exportações do complexo soja retraíram 35,2% em valor, encerrando o período de janeiro a julho com movimentação de US$ 883,6 milhões, ante US$ 1,36 bilhão registrados em igual intervalo de 2018. Em volume, a queda chegou a 28,8%, com a venda ao exterior de 2,36 milhões de toneladas.

Somente nos embarques de soja em grãos o recuo foi de 43,5% no faturamento, que ficou em US$ 713,6 milhões. Ao todo, foram destinadas ao mercado externo 2 milhões de toneladas do produto, volume 35,5% inferior.

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Já as exportações de farelo de soja cresceram 73,2% em receita, US$ 161,6 milhões, e 89,2% em volume, 324,7 mil toneladas. As exportações de óleo de soja subiram 19,5% em volume, com o embarque de 12,9 mil toneladas. O faturamento chegou a US$ 8,28 milhões, alta de 6,4%.

Carnes – Respondendo por 11,7% das exportações mineiras do agronegócio, o grupo das carnes encerrou o intervalo com avanço de 15,4% no valor gerado com os embarques, que alcançou US$ 516,7 milhões. O volume destinado ao mercado internacional ficou 3,8% menor e somou 152,7 mil toneladas. Dentre os produtos que compõem o grupo, destaque para a carne bovina, cujo embarque somou 91,3 mil toneladas, variação positiva de 23,9%. O faturamento chegou a US$ 372,3 milhões, 21,1% superior.

No período, os embarques de carne de frango cresceram 11,1% em faturamento, atingindo US$ 122,8 milhões. Já em volume, foi verificada redução de 29,8%, com o embarque de 50,5 mil toneladas. O aumento da receita ocorreu em função da valorização da tonelada.

Enquanto nos primeiros sete meses de 2018 a tonelada de frango era negociada a US$ 1.534, no mesmo período de 2019 foi comercializada a US$ 2.427, alta de 58,21%.

Já as exportações mineiras de carne suína retraíram. Em faturamento, a queda foi de 15,9%, com a receita de US$ 12,3 milhões, ante os US$ 14,6 milhões gerados no mesmo período do ano passado. Já em volume, a retração ficou em 1,2%, com o embarque de 7,5 mil toneladas entre janeiro e julho.

Em produtos florestais foi registrada queda de 5,6% no valor das exportações. De janeiro a julho, os embarques movimentaram US$ 438 milhões. Ao todo, foram exportadas 784,1 mil toneladas de produtos florestais, volume 11,3% maior.

Houve recuo também nas exportações do complexo sucroalcooleiro, que retraíram 14,4% em faturamento, encerrando os primeiros sete meses de 2019 em US$ 355,8 milhões. Em volume, a queda foi de 7,4% e 1,2 milhão de toneladas destinadas ao exterior.

Soja nacional pode se beneficiar novamente de “guerra”

São Paulo – A trading global de commodities Louis Dreyfus Company está preparada para uma repetição de um atípico forte fluxo de exportação de soja do Brasil na segunda metade do ano, desta vez com a Argentina também aproveitando a oportunidade, em meio à continuação da disputa comercial entre os Estados Unidos (EUA) e a China, disse à Reuters o principal executivo da empresa no País.

Dreyfus, que forma com ADM, Bunge e Cargill o grupo ABCD das maiores tradings globais de commodities, foi aquela que mais se beneficiou do fluxo anormal no ano passado, quando chineses deixaram de comprar a soja norte-americana e focaram em peso no produto brasileiro.

Normalmente, o Brasil exporta mais soja na primeira metade do ano, com os Estados Unidos dominando os negócios na segunda metade, devido aos períodos distintos das colheitas nos dois hemisférios.

“Caso a guerra comercial continue, deve acontecer uma coisa parecida este ano. A soja dos EUA ficará menos competitiva, então o Brasil deverá sim exportar volume maior, provavelmente mais do que a gente esperava e projetava”, disse à Reuters Murilo Parada, presidente-executivo da Dreyfus no Brasil.

Para ele, a Argentina, que no ano passado não pôde se aproveitar da oportunidade da guerra comercial porque uma seca afetou severamente sua produção, neste ano deverá se beneficiar igualmente.

Segundo uma compilação de dados de movimentação nos portos feita pela Reuters, a Dreyfus foi a que mais elevou os volumes de exportação de soja no Brasil no ano passado, com ganhos de 28%.

Parada explicou que o cenário continua imprevisível, principalmente porque a guerra comercial EUA-China adquiriu um viés não somente técnico.

“No fundo, a guerra comercial é uma questão política. O que está por trás é componente político muito grande, por isso é difícil saber o que vai acontecer”.

Mas ele afirmou que a empresa está preparada para reagir rapidamente, ajustando os fluxos de embarques, principalmente após os grandes investimentos feitos no Brasil nos últimos anos, que elevaram a capacidade da empresa de operar no chamado Arco Norte, onde estão novas rotas de exportação de grãos.

A empresa investiu quase R$ 1 bilhão em armazenagem e logística no Norte do Brasil. Ela agora opera 64 barcaças e possui uma estação de transbordo no Rio Tapajós. Também tem expandido a capacidade no porto de Itaqui, no Maranhão, em uma joint-venture com as tradings Amaggi e ZEN-NOH.

Demanda crescente – Parada, um engenheiro agrônomo formado na Esalq/USP que assumiu as operações brasileiras da Dreyfus em 2017, após um período de trabalho pela empresa na China, diz que, independentemente da questão comercial, a Dreyfus vê um cenário positivo para o Brasil no longo prazo.

A empresa já concentra no Brasil um terço de seus ativos globais.

“Quando a gente olha para o futuro, acreditamos que a demanda por alimentos vai continuar crescendo no mundo. O grosso desse crescimento não vai ser no Brasil, vai ser na Ásia, mas para atender essa demanda crescente, essa produção será fundamentalmente brasileira, então o País é ‘core’ para a empresa”, afirma.

“Essa é uma visão que a empresa já tinha há algumas décadas, ela foi muito verdade nos últimos dez anos, e é verdade quando a gente olha o plano da empresa para o futuro”, acrescentou.

Questionado sobre algumas críticas de grupos ambientalistas sobre o potencial de maior produção agrícola no Brasil causar aumento do desmatamento, o executivo afirmou que existem áreas agricultáveis suficientes no País para elevar a produção sem que seja necessário avançar sobre florestas.

“Seria possível quase triplicar a área de agricultura sem tocar em florestas”, destacou, referindo-se à possibilidade de conversão de áreas de pastagens degradadas em áreas agricultáveis.

Parada diz que a trading mantém um código de conduta rígido com seus agricultores parceiros, exigindo que respeitem integralmente a legislação local tanto na questão ambiental como social. (Reuters)

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