Crédito: Erasmo Pereira

A primeira extração de azeite extravirgem genuinamente brasileira ocorreu no início de 2008, na pequena Maria da Fé, município localizado no Sul de Minas Gerais. A ação pioneira foi resultado de trabalhos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Doze anos depois, o mercado de azeites nacionais cresce cada vez mais, sobretudo na Serra da Mantiqueira, onde estão instaladas 24 agroindústrias de azeite e cerca de 200 produtores com mais de três mil hectares de oliveiras plantadas.

O aumento da produção e da qualidade dos azeites da Mantiqueira fez com que a Epamig e a prefeitura de Maria da Fé se unissem na realização da Festa do Azeite Novo, criada com o objetivo de impulsionar a cultura e toda a cadeia produtiva do azeite, do campo à gastronomia.

A 2ª Festa do Azeite Novo vai ocorrer nos dias 21 e 22 de novembro (sábado e domingo), com ações nos períodos da manhã, tarde e noite. O evento é gratuito e não é necessário fazer inscrição. Para participar, basta acessar o site do evento.

Neste ano, por conta da pandemia de coronavírus e das restrições de aglomeração de pessoas, a segunda edição da festa será virtual. Contudo, a fórmula que garantiu o sucesso da primeira edição, realizada em 2019, será mantida. O segredo do evento está na programação variada e qualificada que agrada diferentes públicos.

Durante os dois dias de festa, produtores, técnicos e demais interessados no cultivo de azeitonas poderão participar de bate-papos, palestras e mesas-redondas sobre a olivicultura da Mantiqueira. O evento contará, também, com uma programação para o público mais interessado no produto final, o azeite produzido na região. Profissionais da gastronomia, do setor de agroturismo, empresários e apreciadores de um bom azeite poderão participar de quadros como o “Cozinha Show” e até mesmo degustações orientadas, tudo de forma on-line. 

Mesa-redonda – Os pesquisadores da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira, Pedro Moura e Emerson Gonçalves, estarão presentes em uma mesa-redonda no dia 22 (domingo), às 19h30, para falar sobre os aspectos técnicos da olivicultura. Segundo Pedro, a apresentação vai abordar o ciclo de cultivo das oliveiras, desde o plantio até a colheita das azeitonas e a transformação em azeite.

“A olivicultura ganhou destaque na região da Serra da Mantiqueira por meio das pesquisas realizadas pela Epamig nas últimas décadas. Com essa expansão do cultivo, as demandas por informações técnicas também têm aumentado cada vez mais. Neste sentido, o papel da Epamig como empresa de pesquisa pioneira, considerada referência em olivicultura no Brasil, é extremamente importante justamente porque ela transfere o conhecimento técnico aos produtores e demais interessados”, destaca o pesquisador. (Com informações da Epamig)