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Fim da cota de etanol dos EUA agrada os usineiros

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O setor sucroalcooleiro quer a redução de tarifa para exportar açúcar para os EUA | Crédito: Paulo Whitaker/ Reuters

O vencimento da cota para importação de etanol dos Estados Unidos e a não renovação da mesma é considerada positiva para o setor sucroalcooleiro. Até 14 de dezembro, as importações eram feitas sem a taxa de 20% até o limite da cota, que era de 750 milhões de litros anuais.

A estimativa é de que novas negociações possam ocorrer em 2021, junto ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden. A renovação da cota está condicionada a avanços na negociação para embarques brasileiros de açúcar, o que ainda não ocorreu.

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De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, em setembro, quando o acordo venceu, o governo brasileiro concedeu mais 90 dias de isenção para a importação do biocombustível. Nesse período, era esperada a concretização de um acordo para redução de tarifas nas negociações de açúcar brasileiro com os EUA.

“A renovação da cota estava condicionada ao avanço das negociações com o governo norte-americano em relação aos embarques de açúcar, o que ainda não ocorreu. A eleição nos Estados Unidos interferiu no processo. Então, eu acredito que qualquer tipo de negociação será feita com o novo governo, onde será colocado na mesa o etanol norte-americano versus o açúcar brasileiro”.

Para Campos, a renovação da cota só seria interessante caso os Estados Unidos reduzissem as tarifas para a venda do açúcar do Brasil. O etanol proveniente dos EUA entra no Nordeste do País, porém, afeta todo o mercado, principalmente quando se tem aumento da produção.

“Qualquer tipo de produto que entra no Brasil impacta o mercado como um todo. Minas Gerais, em algumas épocas do ano, acaba suprindo a necessidade pontual do Nordeste com etanol e açúcar, entre abril e julho, que é o período de entressafra deles. Então, qualquer importação tem impacto no mercado como um todo, principalmente quando se tem aumento da produção. Por isso, qualquer mecanismo que amplia a exportação do açúcar impacta o mercado também”.

Safra – Em relação à safra de cana-de-açúcar, em Minas Gerais, a mesma já está praticamente encerrada. A produção ficou em torno de 70 milhões de toneladas de cana, ante 68,2 milhões registradas na safra anterior, volume 2,68% superior. O montante ainda pode ser reajustado, caso haja moagem em março de 2021, o que é agregado à safra atual.

Neste ano, foi registrada a maior produção de açúcar no Estado. Ao todo, foram produzidas 4,7 milhões de toneladas frente as 3,1 milhões de toneladas registradas na safra passada. O volume ficou 51,6% maior.

Já a produção de etanol caiu, movimento que, segundo Campos, acompanhou a queda de consumo em função das medidas de isolamento implementadas para conter a proliferação da Covid-19. Minas Gerais produziu 3 bilhões de litros de etanol, 14,2% menor que os 3,5 bilhões de litros registrados anteriormente.

O clima favorável contribuiu para o aumento da qualidade da cana, que subiu 4%, sendo possível produzir mais etanol e açúcar com o mesmo volume de cana usado na safra anterior. “O ano foi de grande produção e de desafios em função da Covid-19, mas a gente pode dizer que chegamos ao final da safra com avaliação positiva”, disse Campos.

Ainda segundo o presidente da Siamig, a preocupação do setor está sobre a próxima safra. A falta de chuva por longos meses em 2020 prejudicou o desenvolvimento do canavial, o que pode derrubar a produção em 2021.

“Estamos muito preocupados com a safra a ser colhida em 2021. A estiagem foi muito grande em 2020, praticamente não choveu de maio até outubro. Com isso, a cana que foi cortada ainda está muito curta. Esperamos que, nos próximos meses, as chuvas sejam regulares e suficientes para que os canaviais respondam”.

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