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Agronegócio

Funcafé vai disponibilizar R$ 5 bilhões para safra

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Setor reivindica, porém, mudança na data de início do acesso ao crédito, que favoreceria produtores - Crédito: Eric Gonçalves/Arquivo DC

A demanda pelo crédito disponibilizado através do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ficou maior na safra 2018/19. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram desembolsados ao longo da última safra (julho de 2018 a junho de 2019) R$ 3,5 bilhões para a produção de café nacional, valor 34,6% superior aos R$ 2,6 bilhões contratados na safra 2017/18. Minas Gerais foi o Estado que mais demandou recursos do Funcafé, respondendo por 49,78% do valor desembolsado.

Para a safra 2019/20 os recursos disponíveis para financiamento foram ampliados e ficaram em torno de R$ 5 bilhões. As entidades financeiras começaram a receber novos contratos em 1º de julho. Até o momento, 35 instituições irão trabalhar com o financiamento através do Funcafé nesta safra.

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A expectativa é de que os recursos disponibilizados para a safra 2019/20 sejam suficientes para atender à demanda do setor produtivo. Segundo o Mapa, o valor desembolsado para o café na safra 2018/19, R$ 3,5 bilhões, foi suficiente e ainda ficou abaixo do montante total de recursos reservados para o período, que era de R$ 4,2 bilhões. Ao todo, foram emprestados 84% do valor disponibilizado.

Em Minas Gerais, foram contratados R$ 1,78 bilhão de recursos do Funcafé. A maior representatividade na demanda pelo crédito (49,78% do valor total) se deve ao fato de o Estado ser o maior produtor nacional do grão. De acordo com o último boletim da safra 2018/19 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume a ser colhido em Minas responderá por 51,9% da produção nacional, estimada em 50,39 milhões de sacas de 60 quilos.

Segundo a analista de agronegócio da Faemg, Ana Carolina Alves Gomes, a ampliação dos valores disponíveis através do financiamento do Funcafé é muito positiva para o setor produtivo.

Outro fator que agradou o setor foi a manutenção das taxas de juros. As linhas de custeio, estocagem e Financiamento para Aquisição de Café (FAC) para cooperativas terão encargo anual de 7% e as de capital de giro e FAC (com exceção às cooperativas) de 9,5% ao ano.




“Neste ano, tivemos a ampliação no volume de recursos do Funcafé, o que é positivo para o setor, assim como a manutenção das taxas de juros de todas as linhas. Dado o momento delicado da conjuntura nacional, isso, para a gente, foi visto com bons olhos. A ampliação dos recursos é muito boa, principalmente quando se divide as linhas específicas do Funcafé. Por exemplo, quando pegamos as linhas de custeio e de estocagem, que são específicas para o produtor, essas linhas tiveram variação positiva de 18% e 5%, respectivamente. Ou seja, vamos ter mais recursos para atender mais as necessidades dos produtores, para a melhoria produtiva e manutenção das lavouras”, destacou.

Ajuste na data – Ainda segundo Ana Carolina, os valores do Funcafé estão atendendo à demanda dos cafeicultores, porém, é preciso melhorar a data de início da tomada de crédito, que acontece somente em 1º de julho.

“O período de entrada do recurso ainda precisa ser melhorado, visto que o crédito é contratado somente a partir de julho e, em muitas áreas cafeeiras, a colheita é iniciada entre o final de abril e início de junho. Então, muitas vezes, o recurso não contempla a necessidade maior do produtor que é onde ele gasta maior volume de recursos para a manutenção da atividade. Ainda são necessários ajustes, mas, de toda forma, o volume e as taxas para a safra 2019/20 ficaram positivas”, explicou Ana Carolina.

Safra deve cair quase 21% na região

Em Minas Gerais, a colheita da safra 2018/19 caminha para o final. A produção total do grão deve alcançar 26,4 milhões de sacas de 60 quilos. O volume está 20,7% inferior ao registrado no período de 2017/18, quando foram colhidas 33,36 milhões de sacas. A retração já era esperada, devido à bienalidade negativa e aos efeitos climáticos adversos.

No início de julho, vários cafezais do Estado foram afetados por geada, o que deve impactar de forma negativa na safra 2020. De acordo com a analista de agronegócio da Faemg, Ana Carolina Alves Gomes, ainda não foi possível mensurar as perdas.

“O levantamento e a avaliação do real impacto das geadas nas lavouras e na produção só será percebido na próxima safra, uma vez que a colheita já havia sido encerrada em várias áreas que foram afetadas. A geada causa queima e desfolhamento dos cafezais e as plantas precisam de tempo para se recompor e voltar a produzir”, explicou.




Linha especial – Ana Carolina alerta que os produtores afetados pela intempérie climática devem fazer um laudo atestando as perdas e podem utilizar recursos do Funcafé voltados para a situação.

“Há uma linha dentro do Funcafé para a recuperação de cafezais danificados. Os recursos são em torno de R$ 10 milhões. Nossa orientação é que toda danificação identificada na lavoura seja atestada e certificada por um engenheiro agrônomo ou extensionista. É preciso fazer um laudo técnico atestando os prejuízos para que o produtor consiga se beneficiar com a linha específica do Funcafé e com outras ações. Isso é importante para a melhoria e condução do dano gerado”, afirmou.

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