COTAÇÃO DE 24/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5030

VENDA: R$5,5030

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4870

VENDA: R$5,6630

EURO

COMPRA: R$6,2080

VENDA: R$6,2103

OURO NY

U$1.842,90

OURO BM&F (g)

R$323,72 (g)

BOVESPA

-0,92

POUPANÇA

0,5845%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio
" "
Bovinos serão processados em planta com capacidade de produção de 500 toneladas de carne ao mês - Crédito: Divulgação

Investir em qualidade e produção diferenciada para atender a mercados mais exigentes foi a opção do Grupo ARG para ampliar as margens de lucro com a pecuária de corte.

O grupo, que produz bovinos da raça Angus em duas fazendas em Minas Gerais, foi o primeiro do Brasil a conquistar o selo do programa Angus Sustentabilidade, desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus e auditado pela alemã Tüv Rheinland. O selo atesta a produção sustentável da fazenda à mesa.

PUBLICIDADE




Para controlar todo o processo produtivo, a empresa investiu R$ 20 milhões em uma linha exclusiva de desossa no Frigorífico Dimeza, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A carne de Angus será comercializada com a marca Carapreta Carnes Nobres. Lançado ontem, em Belo Horizonte, o selo Angus Sustentabilidade atesta que os cortes são produzidos atendendo a rígidas normas baseadas em seis pilares: sustentabilidade, responsabilidade social, rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e biossegurança.

O projeto-piloto do Angus Sustentabilidade foi desenvolvido em duas fazendas do Grupo ARG, localizadas em Jequitaí e São João da Ponte, ambas no Norte de Minas. A empresa, que deu início à produção de carne Angus certificada há cerca de um ano, é a primeira com certificação do País.

A produção atual é de 60 mil cabeças ao ano, mas a capacidade total é de 120 mil cabeças ao ano, volume que será alcançado em dois a três anos, dependendo da demanda do mercado. Os bovinos serão processados em uma planta frigorífica exclusiva, que demandou investimento de R$ 20 milhões e tem capacidade de produção de 500 toneladas de carne ao mês.




O diretor administrativo do Grupo ARG, José Geo, explica que o investimento na produção sustentável ocorreu pela necessidade de evolução da pecuária.

“Estamos no mercado há 70 anos e a pecuária tradicional começou a ficar com a margem de lucro muito baixa, por isso, é preciso evoluir. Então, a guinada para o setor de qualidade de carne é para isso, tentar sair de um mercado de commodity, onde estão milhões de pessoas, para tentar desenvolver um trabalho diferenciado. Nosso objetivo é disponibilizar uma carne especial e de alta qualidade para o mercado e deixar os consumidores julgarem isso. Nossa carne vai chegar ao mercado com selos da Associação de Angus e da certificadora alemã Tüv Rheinland, isso nos dá credibilidade e mostra que estamos fazendo um trabalho sério e correto”, disse Geo.

Além da sustentabilidade e da qualidade superior, os investimentos na linha de carne Carapreta também ocorreram para permitir que o consumidor tenha a rastreabilidade do produto e segurança alimentar.

“Hoje, o consumidor quer saber a origem dos produtos, o que ele está comendo, se é saudável. Para isso, é preciso que a produção seja conduzida de forma correta, com nutrição adequada, porque tudo que o boi come vai para a carne. Por isso, é necessário todo esse cuidado, ter uma produção controlada, com garantia de qualidade e sanidade”, explicou.

Mercado doméstico – A princípio, toda carne produzida da marca Carapreta será destinada ao mercado interno, atendendo a demanda de supermercados, butiques e demais comércios especializados em carne de alta qualidade. As exportações de carne poderão ser uma alternativa no futuro.

“A gente não pode entrar em um mercado desses pensando só no consumo interno, inclusive, para produzirmos volumes maiores, precisamos do mercado externo, mas, hoje, o projeto está voltado para nível Brasil. Nossa produção gira em torno de 60 mil animais por ano, mas o projeto foi concebido para o dobro. O incremento no volume ocorrerá conforme o ritmo do mercado”, completou.




A raça Angus é caracterizada pela produção de uma carne marmorizada, o que garante maior maciez aos cortes e vem estimulando o uso de sêmen no cruzamento industrial.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Angus, Nivaldo Dzyekanski, somente em 2018 foram comercializadas 4,9 milhões de doses de sêmen Angus no Brasil, volume que ficou 19% maior e respondeu por mais de 50% do total de doses comercializadas.

“Os consumidores estão em busca de produtos de alta qualidade e o selo de sustentabilidade vem para atender essa demanda”, explicou Dzyekanski.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!