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Irrigação cresce quase 19% no País em 2020

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A maior utilização da irrigação é considerada importante para o desenvolvimento da produção agrícola e pecuária do País | Crédito: Zineb Benchekchou

O uso da irrigação na produção agrícola e pecuária é uma das formas de tornar o processo produtivo mais eficiente, impulsionar a produtividade e a qualidade dos alimentos. No País, em 2020, com a demanda pelos alimentos elevada e os preços valorizados, os investimentos em irrigação foram estimulados. 

O levantamento realizado pela Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) aponta que a área irrigada em 2020 aumentou em 249.225 hectares contra 209.500 registrados em 2019, o que representa um crescimento de 18,96% no ano.

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Nos últimos 20 anos, a área irrigada cresceu 211% no País, saindo de 3 milhões de hectares em 2000, para 6,48 milhões de hectares em 2020. Mesmo com a alta, o volume de hectares irrigados no País está muito abaixo do potencial e tende a crescer nos próximos anos. 

A expansão da irrigação deve ocorrer em áreas já em utilização e também em áreas degradadas com pastagens, sem a necessidade de abertura de novos espaços para a produção.   

Irrigação em Minas Gerais

Mesmo sem detalhar dados regionais, o membro da CSEI, Alfredo Mendes, explica que Minas Gerais está entre os cinco maiores estados que utilizam a irrigação no País. 

O uso da tecnologia é pulverizado nas regiões e acontece em diversas culturas. Projetos importantes incluem a fruticultura, como no Jaíba, e a produção de grãos e café no Triângulo, Noroeste e Sul de Minas, principalmente.  

O avanço do uso da irrigação é considerado importante para o desenvolvimento da produção agrícola e pecuária e a tendência é de que os aportes se mantenham em ritmo crescente. A previsão é de aumentar a área irrigada em cerca de 10% em 2021 frente a 2020.

Potencial

Mendes explica que a taxa de crescimento anual da irrigação, nas últimas décadas, ficou próxima a 3%, o que é muito pequeno frente ao potencial.

“Hoje estamos com 7 milhões irrigados e o potencial de irrigação é para 70 milhões de hectares. Só irrigamos 10% do que poderíamos. O Brasil deveria estar crescendo de 400 mil a 500 mil hectares por ano, com uma taxa de 5% a 6% ao ano. É importante ressaltar que temos áreas aptas para serem irrigadas sem avançar em áreas protegidas. Com a irrigação, é possível recuperar áreas degradadas com pastagem, por exemplo, e torná-las produtivas”, disse.

Ainda segundo Mendes, o uso da irrigação no Brasil é muito pequeno quando comparado com outros países produtores. A China e a Índia possuem cerca de 70 milhões de hectares cada uma e os Estados Unidos possuem cerca de 27 milhões de hectares.

“O avanço da irrigação ainda depende muito da legislação do Brasil, que possui diversos entraves, incluindo ambientais. Além disso, o crédito voltado para o estímulo à irrigação é muito pequeno. Para se ter ideia, os recursos do Plano Safra 2020/21, que se encerra em junho, já estão esgotados”, destacou.

A tendência é de que o uso da tecnologia cresça a cada ano, o que é importante para a competitividade dos produtos brasileiros e também para aumentar a produção para atender à demanda crescente por alimentos no mundo.

“A irrigação é uma tecnologia muito importante, que permite ampliar a produção pelo ganho em produtividade, que é muito maior quando comparada com as áreas de sequeiro. No mundo, de toda a área cultivada, apenas 18% é irrigada. Mas, neste espaço, são produzidos 44% da oferta total de alimentos”, explicou.

Gargalos

É esperado um crescimento de 10% na área irrigada no País para 2021, porém, para alcançar o índice, o setor produtivo de equipamentos de irrigação terá que superar o gargalo da falta e do encarecimento dos insumos.

“Com a pandemia, muitas empresas suspenderam a produção, afetando a disponibilidade de vários itens que são utilizados na fabricação dos equipamentos de irrigação, como o aço, metais em geral e polietilenos. Como a retomada das atividades foi forte, a demanda ficou maior, gerando desabastecimento e encarecimento dos produtos, alguns com alta de 100% nos preços. Esperamos que a oferta se normalize até o segundo semestre para que os projetos de irrigação continuem crescendo”, disse o membro da CSEI, Alfredo Mendes.

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