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Liberação de crédito para a safra mineira chega a R$ 20,8 bi, com avanço de 16%

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O milho foi um dos produtos que apresentou maior demanda por recursos para custeio na agricultura | Crédito: Divulgação
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Nos dez primeiros meses da safra 2019/20, os desembolsos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para Minas Gerais já alcançaram R$ 20,8 bilhões, quantia 16% superior à registrada no período de julho de 2018 a abril de 2019.

Com o valor, Minas Gerais vem respondendo por 13% do volume de crédito liberado para o País, que soma R$ 156,5 bilhões, alta de 12%. No Estado, até o fechamento de abril, haviam sido aprovados 185.128 contratos, expansão de 2% sobre o volume registrado em igual intervalo da safra anterior.

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Dos R$ 20,8 bilhões liberados para o Estado, a maior parte foi destinada para a agricultura. Ao todo, foram desembolsados para o setor R$ 13,31 bilhões, aumento de 12% frente aos R$ 11,93 bilhões de igual período da safra anterior. Foram aprovados 76.249 contratos para acesso ao crédito na agricultura, volume 1% menor.

Para a pecuária, os desembolsos somaram R$ 7,49 bilhões, o que representa um avanço de 25% frente ao volume de crédito liberado no mesmo período da safra 2018/19, que foi de R$ 6 bilhões. A aprovação de contratos cresceu 4%, encerrando abril em 108.879 unidades.

A maior demanda pelos recursos do Plano Agrícola foi para a linha de custeio. De julho de 2019 a abril de 2020, foram liberados R$ 11,44 bilhões para o custeio da safra mineira, alta de 14% quando comparado com os R$ 10,03 bilhões registrados anteriormente. O número de contratos aprovados, 79.484, caiu 1%.

A maior parte dos recursos para custeio foi destinada à atividade agrícola. Ao todo, já foram liberados R$ 7,53 bilhões, 12% a mais que o período equivalente anterior. A aprovação de contratos somou 45.698, ficando estável.

Dentre os produtos que tiveram maior demanda pelos recursos em abril estão: a soja, com R$ 197,18 milhões, café (R$ 140,28 milhões), milho (R$ 42,72 milhões), alho (R$ 24,17 milhões) e cana-de-açúcar (R$ 13,46 milhões).

A pecuária demandou recursos na ordem de R$ 3,91 bilhões, aumento de 18%. A aprovação de contratos de custeio recuou 1%, somando 33.786 contratos. Em abril, os principais demandadores dos recursos foram as produções de bovinos, com o valor de R$ 398,91 milhões, seguido por suínos, com R$ 48,2 milhões, e avicultura, com R$ 8,8 milhões.

Comercialização em queda – Os valores de crédito contratados para a linha de comercialização ficaram menores quando comparados com igual período do ano passado. De acordo com o levantamento, foram desembolsados R$ 3,39 bilhões para a modalidade em Minas Gerais, redução de 13% sobre os R$ 3,88 bilhões registrados em igual período da safra anterior.

A aprovação de contratos de comercialização também ficou menor, encerrando o acumulado da safra até abril com retração de 33% e somando 2.280 liberações, ante 3.410.

Para a linha de comercialização da agricultura, foram liberados R$ 2,51 bilhões, queda de 14%, com a aprovação de 1.486 contratos, volume 43% menor. Na pecuária, o crédito de comercialização retraiu 10%, com liberação de R$ 880 milhões. A aprovação de contratos chegou a 794, aumento de apenas 1%.

Ao longo dos dez primeiros meses da safra 2019/20, os desembolsos da linha de investimentos, em Minas Gerais, somaram R$ 5,14 bilhões, valor 33% superior aos R$ 3,87 bilhões registrados anteriormente. Os contratos aprovados da modalidade, 103.246, cresceram 5%.

Na pecuária, a busca pelos recursos de investimento subiu 48%, com a liberação de R$ 2,49 bilhões. Para a agricultura, foram autorizados R$ 2,65 bilhões, variação positiva de 21%. Na pecuária, a aprovação de contratos para investimento apresentou alta de 7% e somou 74.245. Já na agricultura, a liberação foi feita para 29.001 contratos de investimento, mantendo-se estável ao volume da safra anterior.

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