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Liberação de crédito rural para MG chega a R$ 21,48 bi

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Os desembolsos do PAP para a pecuária mineira registraram crescimento de 13,45% | Crédito: Paulo Cunha / Outra Visao

Os produtores de Minas Gerais estão acessando, cada vez mais, o crédito rural disponível pelo Plano Agrícola e Pecuário (PAP). Somente entre julho de 2020 e março de 2021, a demanda ficou 13% maior, atingindo R$ 21,48 bilhões em recursos desembolsados para a produção rural do Estado. O volume representou 13% do total liberado para o País, que soma R$ 169,05 bilhões.

O maior volume de recursos demandados foi na linha de custeio, R$ 11,77 bilhões, aumento de 12% frente a igual período do ano safra anterior. Os dados foram divulgados, ontem, pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).  

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De acordo com a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Amanda Bianchi, a maior demanda se deve aos bons resultados obtidos no campo. “O aumento da demanda pelos recursos do crédito rural é significativo e mostra o otimismo do produtor. Em 2020, tivemos uma safra recorde de grão e para 2021 a estimativa é superar, com crescimento de 14%”, disse.

Do total do crédito rural liberado para Minas, os contratos por gênero somaram R$ 17,35 bilhões de julho de 2020 a março de 2021. A maior parte, R$ 14,8 bilhões ou 85%, é de crédito tomado por homens. Somente 15% do volume, que soma R$ 2,55 bilhões, são contratos feitos com mulheres.

Os dados da Seapa mostram ainda que a maior parte dos R$ 21,48 bilhões liberados para o Estado é voltado para a atividade agrícola. No acumulado da safra até março, os desembolsos somaram R$ 13,89 bilhões, avanço de 12,65%. Ao todo, foram aprovados 71.439 contratos da agricultura, volume que ficou estável. 

Para a pecuária, no total, foram liberados R$ 7,59 bilhões, variação positiva de 13,45% frente ao volume liberado em igual intervalo anterior. A aprovação de contratos cresceu 7%, somando 107.050 unidades.

Linhas de crédito rural para Minas

Dentre as linhas do crédito rural, a de custeio concentra a maior parte dos desembolsos para o Estado. Ao todo, no acumulado da safra até março de 2021, já foram liberados R$ 11,77 bilhões, variação positiva de 12% quando comparado com os R$ 10,48 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. O número de aprovações caiu 1%, somando 72.456 contratos. 

“No Estado existe maior concentração de recursos na linha de custeio, voltada para a manutenção geral das produções. Dentre os fatores que estimularam a demanda, se destaca o aumento do plantio do milho, na primeira e na segunda safra, e da soja, produções que estas que devem ser recordes, devido à alta dos preços e à demanda aquecida”, explicou a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Amanda Bianchi. 

Para a agricultura, na linha de custeio, os desembolsos estão em R$ 7,54 bilhões, ante R$ 7,06 bilhões registrados nos nove primeiros meses da safra passada, avanço de 7%. Em relação aos contratos, foi verificada queda de 7%, com a aprovação de 40.130 pedidos. 

Somente em março, dentre os produtos, o café foi o que demandou maior volume de recursos de custeio. Ao todo, foram desembolsados para a cultura R$ 227,21 milhões. Em seguida, veio a demanda da soja, com recursos da ordem de R$ 191,76 milhões, e o milho, com R$ 66,6 milhões.

“Na comparação com março de 2020, a demanda da soja cresceu 140% e do milho 33,7%”, ressalta Amanda.

Ainda em relação à linha de custeio, para a pecuária, foram destinados R$ 4,22 bilhões em recursos, alta de 24%. A aprovação de contratos cresceu 7% e encerrou o período com 32.326 liberações. 

A produção de bovinos foi a que buscou mais recursos, que somaram R$ 528,65 milhões em março. Para suínos foram liberados R$ 26,34 milhões, e para avicultura, R$ 21,52 milhões. 

Outra linha com resultados positivos foi a de investimento. Ao todo foram liberados R$ 6,15 bilhões para o Estado, alta de 34%, frente aos 4,6 bilhões anteriores. Somente para a agricultura os recursos de investimentos somaram R$ 3,45 bilhões, crescimento de 49%. Para a pecuária foram liberados R$ 2,7 bilhões, representando uma elevação de 19%.

“Os preços mais atrativos, o aumento das exportações de café e soja em 2020, aliados ao aumento da produção de grão são fatores positivos que estimularam os investimentos por parte dos produtores”, explicou a assessora técnica. 

Comercialização

os valores contratados da linha de comercialização ficaram menores quando comparados com igual período do ano passado. De acordo com o levantamento, foram desembolsados R$ 2,81 bilhões para a modalidade em Minas Gerais, redução de 11% sobre os R$ 3,15 bilhões registrados em igual período da safra anterior.

A aprovação de contratos de comercialização também ficou menor, encerrando o acumulado da safra até março com retração de 39% e somando 1.313 liberações, ante 2.166.

Para a linha de comercialização da agricultura foram liberados R$ 2,35 bilhões, valor que ficou estável, com a aprovação de 966 contratos, volume 33% menor. Na pecuária, o crédito de comercialização retraiu 44%, com liberação de R$ 450 milhões, enquanto a aprovação de contratos chegou a 347, redução de 52%.

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