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Agronegócio
De acordo com Safras & Mercado, o cenário caótico que se via no setor com pandemia já não existe | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – O mercado de etanol começa a melhorar no Brasil, sinalizando que não é mais necessário o pacote de ajuda reivindicado pelas indústrias de cana junto ao governo, no ápice da crise do novo coronavírus, disse o analista do Safras & Mercado Mauricio Muruci na sexta-feira (29).

Ele explicou que, considerando os preços atuais do etanol nas usinas, “não vai ter aquela necessidade” de R$ 9 bilhões em financiamentos patrocinados pelo governo para se estocar 6 bilhões de litros de etanol, conforme pediram entidades do setor, como a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

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De acordo com Muruci, essa operação que seguraria os 6 bilhões de litros em estoques, conhecida como warrantagem, equivaleria a uma venda do combustível a R$ 1,50 por litro. E o mercado indica valores mais altos para as usinas.

“Estamos saindo dela (crise) de forma sustentável”, comentou Muruci, acrescentando que não “vai ser uma demanda artificial do governo via estocagem” que vai resolver a situação.

“As pessoas estão voltando às suas atividades, a demanda vai voltar, não vai ser de um dia para o outro, mas não vai ter aquela necessidade de R$ 9 bilhões para estocar 6 bilhões de litros”, ressaltou, ponderando que o mercado de etanol hidratado está “longe do fundo do poço”.

“O cenário caótico que se via, ele já não existe mais”, acrescentou, comentando que aquela história de deixar canavial no campo “parecia um terrorismo de mercado”.

De fato, desde o final de abril, os preços médios do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo estão se recuperando, registrando seguidas altas apesar do início da colheita de cana no Centro-Sul, de acordo com indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). (Reuters)

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