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Microbacias do rio Abaeté recebem 5º peixamento

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Até o final deste mês, deverão ser introduzidos mais 103 mil alevinos das espécies Curimatã-pacu, Matrinxã e Pacamã | Crédito: Divulgação

As ações para promover o repovoamento das microbacias do rio Abaeté, que integra a bacia do rio São Francisco, em Minas Gerais, seguem registrando resultados positivos e contribuindo para a recomposição do meio ambiente e para o desenvolvimento socioeconômico das regiões, através da pesca e do turismo. 

Somente na última semana, cerca de 15 mil alevinos – das espécies nativas Curimatã-pacu e Matrinxã – foram inseridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no quinto peixamento realizado nas microbacias do rio Abaeté.

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Os peixamentos foram realizados nos córregos Bauzinho e Areado, afluentes do rio Abaeté. As ações de repovoamento tem o objetivo de aumentar a quantidade e a variedade de espécies nativas nas microbacias que formam o rio São Francisco em Minas Gerais.

A inserção das espécies também visa estruturar as bacias e permitir a pesca. É que nas regiões envolvidas, essa é uma das atividades econômicas mais importantes, que além de movimentar o turismo e o comércio, também é fonte de alimento para várias famílias ribeirinhas.

De acordo com o chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, em Três Marias, Julimar Santos, os peixamentos nas microbacias mineiras do rio São Francisco foram iniciados em 2019, atendendo à demanda da ONG SOS Rio Areado, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Patos de Minas e do Coletivo Ambiental Colmeia.

Desde o início são feitos dois peixamentos por ano. Em 2021, o primeiro foi realizado na semana passada e, no segundo semestre, está previsto mais um repovoamento, que irá reintroduzir as espécies Curimatã-pacu, Matrinxã e Pacamã.

“O trabalho é de suma importância e faz parte de uma grande pauta de recaracterização das bacias. Nestas microbacias, quase não tínhamos mais ocorrências das espécies nativas Matrinxã e Curimatã-pacu. Em 2019, fizemos o primeiro peixamento e quando foi em meados de 2020, já tivemos relatos que as espécies voltaram a ser capturadas. A ação tem dado certo. Estamos devolvendo para o meio ambiente espécies nativas de grande importância para a comunidade ribeirinha”.

Ainda segundo Santos, as espécies têm entre as principais características o crescimento rápido, sendo também importante fonte de proteína para as famílias residentes ao longo das bacias. Além disso, a maior oferta de peixes estimula o turismo na região.

“Os córregos que compõem as bacias têm apelo muito forte na região de Patos de Minas e agregam valor aos municípios. Os peixes que estamos reintroduzindo são de grande interesse comercial, seja pelo sabor, como também para a pesca esportiva, geração de renda e consumo das famílias”.

O peixamento tem custo significativo, porém o retorno é muito maior e reflete de forma positiva na recuperação ambiental e no desenvolvimento socioeconômico. Cada alevino da espécie Matrinxã custa, em média, R$ 6 e o Curimatã-pacu, R$ 5.

“Os retornos social e ambiental são muito expressivos e zeram os custos. A carne do peixe tem um valor diferenciado. Enquanto o quilo da tilápia custa cerca de R$ 8, o quilo da Matrinxã e do Curimatã-pacu varia de R$15 a R$ 20, em média. Nas comunidades onde desenvolvemos as atividades, a renda per capita é baixa. Com a reintrodução dos peixes e a oportunidade de pesca, conseguimos manter as famílias com o mínimo de conforto, o que reduz o êxodo rural”, explicou Santos. 

Até o final deste mês, a Codevasf deverá introduzir mais 103 mil alevinos das espécies Curimatã-pacu, Matrinxã e Pacamã, todas nativas da bacia hidrográfica do rio São Francisco. Já estão programados pela Codevasf a realização de peixamentos nos municípios de Três Marias, Esmeraldas, Piumhi, São João da Lagoa, Janaúba, Nova Porteirinha, Monte Azul e São Francisco.

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