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Agronegócio
Cultura do milho é um dos destaques da temporada | Crédito: Divulgação

A demanda aquecida por alimentos no Brasil e no mundo aliada a preços mais rentáveis irão contribuir para o aumento da safra nacional de grãos em 2020/21. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a perspectiva é de um crescimento de 8% na produção de grãos, que poderá chegar a 278 milhões de toneladas no País.

Os principais destaques serão a soja e o milho, produtos esses que seguem com preços firmes, demanda aquecida e cerca de 40% da safra comercializada de forma antecipada. Os dados são do levantamento Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 – Edição Grãos, divulgado ontem pela companhia.

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De acordo com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a agricultura brasileira está produzindo como nunca e a tendência é de uma safra ainda maior em 2020/21.

A ministra destacou também que investimentos feitos em laboratórios e tecnologias, que aumentam a produtividade, são rapidamente absorvidos pelos produtores, que estão conseguindo resultados melhores com a expansão da produtividade e abastecendo tanto o mercado interno como o externo.

Os esforços que o governo federal vem fazendo para ampliar o volume de recursos financeiros disponibilizados através do crédito rural e que permitem ao agricultor acessar novas tecnologias e produtos, como os bioinsumos, por exemplo, também foram lembrados por Tereza Cristina.

Além disso, têm sido desenvolvidas ações para reduzir a burocracia e ampliar a divulgação de informações de qualidade para o setor, o que é considerado essencial para o sucesso do produtor na tomada de decisões.

“Com todas estas ações, temos condições de divulgar perspectivas positivas para a safra 2020/21, com uma projeção de safra de grãos recorde, chegando a 278 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8% sobre a safra 2019/20, que já foi recorde”, explicou a ministra.

Orientação Tereza Cristina reforçou que os levantamentos e estudos feitos pela Conab são fundamentais para orientar os produtores. Com os dados precisos, é possível calibrar a produção e os preços. Também é essencial para se desenvolver políticas necessárias de forma antecipada às ocorrências.

“Sabemos que estamos dando condições para que o agronegócio brasileiro se mantenha forte e supere os desafios”, disse.

Maior produção acompanha demanda

Dentre os grãos, o destaque é a soja. A produção da oleaginosa tende a crescer com a demanda maior no mercado internacional e nacional. A perspectiva é colher 133,5 milhões de toneladas, 7,3% superior. A produtividade média está estimada em 3,5 toneladas por hectare, variação positiva de 4,4%. A área destinada ao cultivo tende a crescer 2,8%, alcançando 37,85 milhões de hectares.

Um dos pontos que irão estimular a maior safra está a estimativa de manutenção do dólar em patamares de câmbio atuais ou maiores, o que estimula a exportação e amplia a rentabilidade dos produtores. O gerente de produtos agropecuários da Conab, Fernando Motta, destacou que a demanda pela soja segue firme.

“Os produtores já venderam cerca de 40% da safra de soja de forma antecipada, ante 20% negociada no mesmo período do ano passado. Além disso, em relação às exportações, a tendência é de alta, fomentada pelo dólar, que, nos patamares atuais, torna o produto brasileiro muito competitivo no mercado internacional”, disse.

Para o milho, a previsão é colher um volume total de 113 milhões de toneladas, 12% a mais que na safra 2019/20. O aumento da área deve ser de 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras. Em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a terceira safra, com 3%. A produtividade média pode melhorar 3%, alcançando 5,7 toneladas por hectare.

“O consumo do milho vem crescendo nos últimos anos, o que deve ser mantido em 2021, principalmente, em resposta a uma recuperação da crise provocada pela pandemia. Os estoques nacionais de milho estão baixos, o que tem sustentado os preços. Além disso, estamos exportando mais. A demanda interna também tende a se manter aquecida, puxada pela maior produção de proteína animal, com destaque para a produção de frangos. Assim como na soja, a comercialização antecipada do milho está em torno de 40%”, explicou Motta.

Algodão recua – Já para o algodão, a estimativa é de uma safra menor. O mercado de algodão tem sido fortemente atingido pela pandemia, o que desestimula o plantio. O prognóstico da Conab é de redução de 11% da área e de 2% da produtividade na safra 2020/21. A colheita estimada é de 2,55 milhões de toneladas de algodão em pluma, queda de 12%.

A recuperação deste mercado está diretamente ligada ao restabelecimento da demanda global pelo produto, que depende do reaquecimento da economia.

“Aproveitando o momento do real desvalorizado frente ao dólar, quase metade da safra 2020/21 já foi comercializada em contratos futuros, o que garante a rentabilidade na fixação dos contratos. Os estoques estão altos e existe uma queda de consumo, o que vem pressionando os preços. Além disso, outro fator baixista é a preferência do consumidor, que, com a queda da renda provocada pela pandemia, prioriza a compra de alimentos, medicamentos e produtos essenciais. A questão do vestuário não é prioridade. Estes fatores tendem a desestimular o plantio”, disse o gerente de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fernando Rati.

Já para o feijão, a tendência é de produção estável, com oferta bem ajustada à demanda. Pelo Brasil produzir três safras de feijão por ano, o resultado de uma safra, bem como das lavouras concorrentes por área com o feijão, influencia a decisão de investimento da safra seguinte.

Com base em dados disponíveis até o momento, a Conab estima uma produção de 3 milhões de toneladas de feijão em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2,9 milhões de hectares, e a produtividade média seria de 1 tonelada por hectare, queda de 4% sobre a média do ano-safra anterior.

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