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A maior demanda por produtos do agronegócio e a desvalorização do real frente ao dólar estão contribuindo para o resultado positivo das exportações do setor em Minas Gerais. De janeiro a outubro, foi registrada alta de 9,2% no valor gerado com os embarques, frente a igual período do ano anterior, que somaram US$ 7,16 bilhões.

Em volume, o incremento chegou a 24,4%, com a destinação de 11 milhões de toneladas de produtos agrícolas e pecuários para o mercado mundial. Dentre os principais destaques estão as exportações de café, soja em grãos, açúcar e a carne suína.

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De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ao longo dos primeiros dez meses de 2020, o saldo da balança comercial do agronegócio estadual ficou 9,7% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 14,65 bilhões. No período, as importações movimentaram US$ 572 milhões, 4% a mais. Em volume, as importações cresceram 1,5%, chegando a 595 mil toneladas.

Os principais parceiros do Estado, no período, foram a China, que respondeu por 29% das exportações feitas pelo agronegócio de Minas, seguida pelos Estados Unidos, 10%, Alemanha, 9,6%, Itália, 5%, e Japão, 4%.

“Os bons resultados obtidos nas exportações do agronegócio podem ser atribuídos a alguns fatores, como, por exemplo, o aumento da produtividade das lavouras e da produção. Mesmo com a pandemia, as atividades produtivas foram mantidas e, com o aumento da produção, foi possível abastecer o mercado interno e exportar. Outro fator é que o dólar se manteve em patamares atrativos para que os produtores mineiros exportassem”, explicou a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agrícola da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira.

Destaques – Dentre os produtos, o café, que responde por 40,8% dos embarques do setor, apresentou alta de 1,2% no valor gerado com as exportações, que totalizou US$ 2,9 bilhões entre janeiro e outubro de 2020. Em relação ao volume, foi registrada queda de 3%. Ao todo, foram exportadas 1,29 milhão de toneladas do grão.

“O café, que é o principal produto da pauta exportadora do agronegócio, em outubro, registrou o maior volume exportado no ano, com o embarque de 2,7 milhões de sacas. Esse volume ficou 16% maior que o registrado em outubro de 2019, contribuindo de forma positiva para os resultados do setor”, disse Manoela.

Já no complexo soja, grupo que representa 24% das exportações do agronegócio de Minas, foi verificada alta tanto em volume quanto no faturamento. Os embarques geraram uma receita de US$ 1,7 bilhão, aumento de 33,6%. Em volume, a alta foi ainda maior, 39,7%, somando 4,7 milhões de toneladas exportadas.

Os embarques de soja em grãos cresceram 47,8% em receita e 50,9% em volume, gerando um faturamento de US$ 1,53 bilhão com a comercialização internacional de 4,4 milhões de toneladas.

Açúcar – O complexo sucroalcooleiro, de janeiro a outubro, movimentou US$ 906,4 milhões com as exportações, valor 65,9% maior. Em volume, o crescimento foi de 67,5%, com o embarque de 3,1 milhões de toneladas de produtos. O destaque do grupo foi o açúcar, que movimentou US$ 875 milhões, 64,4% a mais, e 3,11 milhões de toneladas, elevação de 66,3%.

Faturamento do grupo carnes cai 1% no período

No grupo das carnes, que representa 11,7% dos embarques do agronegócio de Minas Gerais, as exportações movimentaram US$ 835,8 milhões de janeiro a outubro, queda de 1% frente a igual intervalo do ano anterior. Ao todo, foram exportadas 268,3 mil toneladas de carnes, 11,6% a mais. O maior volume exportado se deve, principalmente, à demanda proveniente da China, após grande parte do rebanho de suínos ter sido dizimada em função da Peste Suína Africana (PSA).

Dentre os itens que compõem o grupo, o destaque foram os embarques de carne suína, que apresentaram expansão de 77,5% em faturamento (US$ 34,3 milhões) e de 55,2% em volume, com a exportação de 18,2 mil toneladas.

A carne bovina apresentou alta de 1,41% no faturamento, somando US$ 647,7 milhões. Os embarques totalizaram 154,2 mil toneladas, 4,4% a mais.

Já em frangos, houve queda de 16,1% no faturamento, que encerrou o período em US$ 143,1 milhões. Em volume, foi registrada alta de 20,3%, com a destinação de 91,4 mil toneladas ao mercado externo.

“A queda (no faturamento do grupo de carnes) ocorreu, principalmente, porque os principais países compradores (de frango) vêm retraindo as compras, efeito, provável, do enfraquecimento da economia. Muitos dos países compradores da carne de frango são asiáticos e têm a economia baseada no petróleo. Com a queda dos preços do petróleo, a economia foi impactada e a aquisição de carne de frango também”, disse a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agrícola da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira.

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