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Agronegócio livre

Moradores de Lavras criam horta comunitária em área abandonada

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Crédito: Alisson J. Silva

Áreas abandonadas, que acabam se tornando depósito irregular de lixo, são uma dor de cabeça para a população. Além do mau cheiro e da poluição visual, o espaço serve de esconderijo para animais perigosos. Para lidar com esse problema, em um bairro do município de Lavras, região Sul de Minas Gerais, a Emater-MG sugeriu uma solução prática: implantar no local uma horta comunitária.

A ideia foi discutida em reuniões com representantes da prefeitura e da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional Júlio Sidnei Pinto (Cohab), onde ficava a área abandona de 1,2 hectare. A Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ajudou na elaboração do projeto e presta assistência técnica aos moradores. No início, a prefeitura, além de ceder o local e fornecer sementes, ficou responsável pelo fornecimento da água para irrigar a horta.

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O sistema de produção segue a linha mais agroecológica. Segundo a extensionista da Emater-MG Carla Alvarenga, a opção se deve à proximidade da horta com casas do bairro e também pela demanda dos consumidores.

“Os benefícios são vários. Entre eles, a segurança alimentar das famílias, com o consumo diversificado de hortaliças frescas e a renda extra com a venda do excedente”, diz Carla Alvarenga. Outro ponto destacado pelo técnico da Emater-MG Elter Vieira é a preservação ambiental com a retirada do lixo e a preservação de nascentes ocorrida com a revitalização da horta.

Quarenta e cinco famílias trabalham na horta comunitária. Cada uma produz alimentos para o próprio consumo e o excedente é comercializado. O gerenciamento do espaço é feito pelos próprios moradores, que criaram uma associação. O aposentado Ronan Alves conta que antes a situação era péssima para os moradores. “As pessoas jogavam lixo nessa área e até animal morto. Isso era um transtorno. Além disso, o local servia de casa para pequenos animais como ratos e baratas. Era um problema para o bairro”, conta.

Segundo ele, com a implantação da horta, a situação mudou completamente. O morador produz hortaliças como alface, rúcula, salsinha e cebolinha. Os alimentos são vendidos no próprio local e para restaurantes da cidade. “É uma renda extra que ajuda bastante”, diz. Cerca de 30% da produção são destinados ao consumo da família. “Aqui em casa são quatro pessoas, então reduzimos gastos e sempre temos uma diversidade de alimentos frescos na mesa”, afirma Ronan Alves.




Revitalização – Em 2017, o projeto de revitalização da horta foi concluído. A iniciativa é uma parceria entre a prefeitura, Emater-MG, Universidade Federal de Lavras (Ufla) e moradores. Foram construídas novas cercas, que melhoram o visual da horta e impediram a entrada de cães. Outra ação foi a proteção e plantio de espécies nativas em 12 nascentes acima da horta. Com isso, a água utilizada para irrigar as hortaliças vem direto dessas nascentes, sem gastos para os moradores. (Com informações da Emater-MG)

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