Agronegócio

Oferta elevada pressiona cotações da batata no mercado brasileiro

Expectativa para as próximas semanas é de novas quedas. Confira também outros destaques do Agronegócio
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Oferta elevada pressiona cotações da batata no mercado brasileiro
Foto: Reprodução Adobe Stock / New Africa

Os preços da batata especial tipo ágata recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). A pressão sobre as cotações decorreu do aumento da oferta, favorecido pela recuperação da produtividade em diversas praças produtoras e pela intensificação da colheita.

Produtores afirmam que a demanda também foi mais fraca no período, possivelmente em razão das férias escolares. Neste contexto, a expectativa para as próximas semanas é de novas quedas nas cotações, diante da continuidade dos trabalhos de campo e do bom rendimento das lavouras, destacam pesquisadores da equipe de Hortifrúti do Cepea.

Veja, a seguir, outro destaque do Agronegócio:

IBGE: previsão menor da safra de café com ajuste nos canéforas

A produção brasileira de café em 2026 foi estimada em recorde de 66 milhões de sacas/60 kg, declínio de 1,2% em relação ao previsto no mês anterior, de acordo com o IBGE. Houve um ajuste na safra de grãos canéforas, com colheita em estágio mais avançado – cerca de 70% dos cafezais.

O volume total representa um aumento de 14,7% em relação a 2025, com impulso da safra de café arábica, que responde pela maior parte da produção nacional. A safra de arábica foi prevista em 44,4 milhões de sacas, praticamente estável ante o mês anterior. Para o café canéfora (robusta e conilon), a estimativa passou para 21,6 milhões de sacas, decréscimo de 3,6% em relação ao estimado um mês antes e crescimento de 3% em relação ao volume produzido em 2025.

A safra total, incluindo as duas espécies, deverá aumentar ante 2025 com uma produtividade média 11,7% maior, enquanto a área plantada cresceu 2,7%.

Sobre o autor

Cláudia Duarte

Editora de Agronegócio e Variedades do Diário do Comércio. Graduada em jornalismo pela PUC Minas, pós-graduada em Gestão Estratégica da Informação.

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