Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

Brasília – A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou ontem que a China deve pedir, nos próximos dias, a retirada da suspensão de exportação de carne bovina brasileira ao país asiático, após fim do processo de análise pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

Depois da identificação de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso, o Ministério da Agricultura informou, na segunda-feira (3), o encerramento do caso pela OIE sem alteração do status sanitário brasileiro, que segue como risco insignificante para a doença.

“A OIE já terminou o processo, abriu e fechou sem pedidos complementares. Enfim, é uma coisa absolutamente normal, nós estamos esperando a China, nesses próximos dias, nos pedir para tirarmos a suspensão”, disse a ministra.

Revisão em protocolo – Tereza também afirmou que o País deve rever, no futuro, o protocolo bilateral assinado com a China em 2015, que determina a suspensão temporária em casos atípicos. Ela também avaliou que o comércio com a China, principal comprador da carne do Brasil, segue “muito bem”.

A ministra minimizou o episódio e afirmou que os procedimentos adotados atestam a eficácia da inspeção brasileira.

“Ano passado, mais de 20 países tiveram uma ocorrência como essa, atípica. Portanto, ela não é contagiosa, não tem perigo para ninguém, isso é uma coisa normal. Isso mostra transparência, governança do serviço de inspeção e um protocolo que o Brasil tem”, defendeu Tereza Cristina.

“O único país que exige essa suspensão temporária é a China. Então nós também vamos conversar no futuro sobre um novo protocolo”, complementou. (Reuters)