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Agronegócio

Palma é opção para alimentação do rebanho

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A palma forrageira é uma cultura muito bem adaptada ao semiárido e apresenta alta produtividade | Crédito: Divulgação/EPAMIG
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Vista como importante alternativa para a alimentação do rebanho, principalmente, nas regiões semiáridas, onde a produção de milho sofre impactos do clima, a palma forrageira vem ganhando espaço em Minas Gerais. Com o objetivo de disseminar os estudos e estimular a implantação da cultura, será realizada, de 20 a 24 de setembro, a segunda edição do Palmatech.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o evento vai discutir a cultura da palma forrageira e os diversos usos da planta. A edição terá atividades virtuais e cursos presenciais, promovidos em diferentes regiões do semiárido brasileiro, respeitando as normas de prevenção à Covid-19 que estejam vigentes em cada local, no período.

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A programação virtual contará com o 1º Simpósio Mineiro sobre a Cultura da Palma Forrageira (SimpaIma), evento técnico-científico composto por painéis temáticos, palestras e apresentação de trabalhos, e com o 1º Palmathon, um hackathon com foco em inovações para a mecanização da atividade.

Para a pesquisadora da Epamig e integrante da Comissão Organizadora do Palmatech, Polyanna Mara Oliveira, o evento é de grande importância para os produtores das regiões semiáridas que podem adotar a palma como alternativa de alimentação para o rebanho de bovinos, ovinos e caprinos. Em Minas, produtores das regiões Norte e Jequitinhonha têm investido na palma. 

“Com o evento, vamos levar informações técnicas para os produtores das regiões, promover a transferência e difusão das tecnologias, fazendo com que chegue e seja implantada no campo”.

Ainda segundo Polyanna, a palma é uma cultura muito bem adaptada à região semiárida e apresenta alta produtividade. Desde 2008, a Epamig realiza pesquisas. Em 2017, a empresa recebeu 25 cultivares para estudar e selecionar as melhores conforme as demandas das regiões mineiras. “Estamos avaliando o desenvolvimento das cultivares, mas, já temos três com resultados excelentes para as regiões do Norte e Jequitinhonha”, disse.

A primeira edição do Palmatech, realizada em 2020, contou com 537 participantes de 19 estados da Federação, principalmente, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Para esse ano, as expectativas são positivas e é esperada maior participação de produtores rurais.

Polyanna destaca que, para o Simpósio Mineiro, além da palma forrageira, serão aceitos trabalhos com quaisquer culturas forrageiras adaptadas ao semiárido, nas diversas áreas de conhecimento das ciências agrárias. A submissão de trabalhos para o Simpalma terá início no dia 3 de maio. O sorgo e capins mais adaptados ao semiárido também são alternativas. 

Importância da palma

Além de ser uma garantia de alimento para os animais, em regiões onde há escassez de milho, com os preços do cereal atingindo valores recordes e a previsão de novas valorizações, o uso da palma também é visto como uma importante alternativa para a redução dos custos com a alimentação.

Segundo o analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e coordenador do programa Palmas para Minas, Caio Coimbra, hoje, a saca de 60 quilos do milho está cotada de R$ 80 a R$ 84 em Minas Gerais e existem estimativas que os preços podem alcançar R$ 100

“Na segunda safra do milho, 75% do plantio no País foi feito fora da janela ideal e o risco de perdas por causa do clima é muito grande. Com isso, o mercado está precificando possíveis impactos negativos. Se tivermos uma quebra, a saca pode chegar a R$ 100. Para o produtor que tem o milho como silagem e farelo, a gente pode substituir até 35% do volume do cereal pela palma. Com isso, na média, teremos custos de 10% a 15% menores. Em casos mais especiais, a redução do custo pode ficar acima de 20%”. 

Ainda segundo Coimbra, a palma também pode ser oferecida para bovinos de leite, corte, caprinos e ovinos. “Em regiões com problemas pluviométricos, a palma é a diferença entre criar um rebanho com boas condições de subsistência e com produtividade – possibilitando frutos, seja leite ou carne – e de não ter nada”, disse Coimbra. 

O Palmatech 2021 será realizado, conjuntamente pela Epamig, pela Faemg e pela Faculdade do Vale do Gorutuba (Favag), com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), da Emater-MG, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Senar e do Sebrae.

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